A menos de 40 dias do prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para que os partidos políticos consigam registro para disputar as eleições municipais deste ano, a cúpula da Aliança pelo Brasil, sigla que o presidente Jair Bolsonaro tenta criar, admite que não vai conseguir participar dos pleitos. Até ontem (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia validado apenas 3.334 assinaturas das 492 mil que são necessárias, no mínimo, para obter o registro.
O advogado Luís Felipe Belmonte dos Santos, segundo vice-presidente e principal operador do partido a ser criado, afirmou que foram coletadas mais de 1 milhão de assinaturas, mas elas não foram reconhecidas nos cartórios eleitorais. “Nossa parte foi feita, mas os cartórios eleitorais estão recusando todas as fichas com firma reconhecida. Eles alegam que não houve regulamentação. Além disso, o sistema cai toda hora. Os cartórios eleitorais não estavam preparados para um volume tão grande (de assinaturas)”, disse.
Já o TSE informou que o Aliança apresentou um total de 66.252 assinaturas. Além das 3.334 validadas, outras 48.127 estão em prazo de impugnação, 2.593 na fase de análise dos cartórios e 12.198 já foram consideradas inaptas.
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