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Número de casos de COVID-19 no Brasil chega a 1.128

O número de mortes chegou a 18 mortes, representando uma letalidade de 1,6%.

21/03/2020 18h51
Por: Redação
Número de casos de COVID-19 no Brasil chega a 1.128

O governo federal atualizou neste sábado para 1128 o número de casos de COVID-19 no país. O número de mortes chegou a 18 mortes, representando uma letalidade de 1,6%. A segunda região com mais casos é o Nordeste (168 casos), seguido pelo Sul (154 casos), Centro-Oeste (138 casos) e Norte (26 casos).

O governo também afirmou que não divulgará mais casos suspeitos. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, o governo está seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde. 

Segundo o secretário, como já houve uma proliferação da doença, tendo infectados que não estiveram em outros países em que a doença já havia disseminado ou nem mesmo contato com outros viajantes, a opção é apenas de apresentar os dados confirmados.

“Agora, todos os casos podem ser considerados suspeitos e por isso vamos seguir a recomendação da OMS”, diz ele.

Ajuda de outros países

O Ministério da Saúde também está em contato com outros países para conseguir obter equipamentos de proteção individual, além daqueles necessários para funcionamentos de UTIs e laboratórios. Segundo o secretário, há contatos com diversos países, como China, Coreia e Índia. Outro problema que está sendo resolvido é com o envio de respiradores para a Itália, que estavam bloqueados.

“O envio desses equipamentos para a Itália é como uma parceria. Vamos ajudá-la a ter uma redução e, provavelmente, a Itália ajudará ao Brasil quando tivermos uma situação de maior gravidade no futuro. A orientação do ministro é que, se pudermos ajudar algum país, vamos ajudar. E esse país nos ajudará no futuro”, disse o secretário.

O governo afirmou que já há a disponibilidade de navios de cruzeiro para serem utilizados como locais de tratamento. “Se o Estado necessitar dessa solução, ela estará disponível”, diz Reis. “As empresas continuam colocando embarcações à disposição.”

Cautela com hidroxicloroquina

Foi questionada a decisão do presidente Jair Bolsonaro, anunciada nas redes sociais, de aumentar a produção de cloroquina e hidroxicloroquina contra a COVID-19. De acordo com Reis, esses remédios estão sendo vistos como uma opção para o tratamento de pacientes graves e, caso isso seja confirmado, haverá uma ampliação de produção.

“Por isso, o presidente autorizou que o Exército possa fazer isso. Porém, ainda são protocolos clínicos experimentais para avaliar os benefícios com síndrome respiratória grave”, disse Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério. 

O Ministério da Saúde pretende elaborar uma nota sobre a utilização desses medicamentos. No entanto, para evitar uma corrida para a farmácia, os secretários afirmaram que houve um bloqueio da retirada desses remédios sem receita.

No momento, apenas pessoas com receita para tratamento de enfermidades como malária, lúpus e artrite reumatoide. “Ninguém vai poder guardar esse remédio pensando no coronavírus. Além disso, ele tem uma série de efeitos colaterais e não é para quem está gripado”, diz o secretário-executivo.

A respeito do aumento da taxa de letalidade, o governo afirmou que não há número de casos suficientes para saber se a taxa do Brasil ficará acima ou abaixo da média mundial. “A taxa do Brasil é de 1,6% e a média global é de 3,5%. Porém, ainda temos um número pequeno de casos para ter uma confiabilidade dessa taxa”, diz Reis.

Vacinação contra gripe

A respeito do início da campanha de vacinação contra a gripe, que será iniciada na próxima segunda-feira, o governo reiterou que o público-alvo será acima das pessoas acima dos 60 anos. Segundo o Ministério, houve uma recomendação de adiamento da vacinação de crianças até para que haja o número suficiente de vacinas para idosos e profissionais da saúde.

O governo também está alinhando dados de pacientes infectados que estão internados em unidades de tratamento intensivo. Por enquanto, há apenas o número de 30 pessoas que estão em São Paulo. “Houve um aumento no número de internações de pessoas em Pernambuco, mas que não se enquadravam como pacientes com COVID-19. Isso necessitou uma validação do Ministério da Saúde, então estamos organizando a captação desses dados para também começar a divulgá-los com regularidade”, diz Reis.

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