Ele sumiu. Desde que os primeiros casos de coronavírus surgiram, a procura por álcool em gel disparou e o produto sumiu das prateleiras das farmácias, assim como os equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas. Com o esvaziamento nos estoques, tem gente chegando ao cúmulo de furtar o produto higienizador.
No Aeroporto de Salvador, por exemplo, o álcool em gel que fica à disposição dos passageiros virou objeto de furto. Nos últimos dias, um leitor do CORREIO flagrou os suportes que ficam no Salvador Bahia Airport vazios, sem os frascos do produto, tão necessários durante a pandemia. Questionado, o aeroporto respondeu que tem sofrido com a prática constantemente e que são levados, em média, 40 refis de 500 ml por dia por quem passa por lá.
Por conta do desaparecimento dos produtos, a administração do local precisou tomar medidas para tentar barrar quem quer levar o álcool em gel para casa. “O fato registrado pelo leitor do Jornal CORREIO ocorre diariamente no terminal de passageiros há cerca de duas semanas. Por conta desses episódios, foi necessário reduzir o número de dispensers disponíveis e concentrá-los em locais de maior vigilância ou no foco das câmeras de videomonitoramento”, disse o aeroporto em nota.
Além da mudança na disposição dos produtos, foi preciso intensificar abordagens pela forma correta de usar o produto que está disponível nos terminais. “A administração orienta a todos os transeuntes do terminal de passageiros a fazerem uso consciente do recurso, uma vez que ele é necessário para prevenir a disseminação do coronavírus e está escasso no mercado. Isso inclui não encher recipientes individuais e utilizar somente a quantia necessária para a higienização das mãos”, finaliza o texto.
Hospitais escapam
O que já é uma realidade na rotina do aeroporto não se repete nas unidades de saúde da Bahia. Questionadas pelo CORREIO, tanto a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) quanto a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) negaram qualquer caso semelhante de furto ou de usuários usando os estoques das unidades para abastecer recipientes próprios. Ambas as pastas também dizem estar sem qualquer problema nos estoques do álcool em gel.
Nas clínicas e hospitais particulares também não há qualquer registro de casos semelhantes. Segundo informações da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb), todas as unidades de saúde da rede privada têm o produto no estoque, contudo, a quantidade não é regular e o estoque é baixo.
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