A decisão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, de aumentar a disputa com o presidente Jair Bolsonaro afetou o apoio que ele detinha junto à cúpula militar do Palácio do Planalto.
Com isso, de acordo com reportagem da Folha, o presidente intensificou a estratégia para forçá-lo a pedir demissão do ministério.
Bolsonaro estuda trocar o comando do Ministério da Saúde desde a semana retrasada, mas era dissuadido pela cúpula fardada.
O mandatário foi aconselhado a fazer a mudança apenas em junho, depois da fase mais aguda da pandemia do coronavírus.
No último domingo (12), no entanto, o ministro criou o que militares do governo avaliaram como uma "provocação desnecessária", em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo. Mandetta disse que o brasileiro não sabe se escuta ele ou o presidente sobre como se comportar e alertou que os meses de maio e junho serão os mais duros.
De acordo com relatos feitos à Folha, se antes a opinião da maioria da cúpula era pela sua permanência, agora passou a ser pela sua troca.
Assessores presidenciais ouvidos pelo jornal afirma que a ideia é que a partir desta amanhã (14) o ministro seja escanteado de reuniões, não participe de decisões do governo e que seja dado mais? espaço a quem lhe faz um contraponto público.
A defesa feita pelo grupo é para que o presidente cite, tanto em entrevistas à imprensa como em postagens nas redes sociais, as opiniões do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e da médica Nise Yamaguchi.
Os dois seriam cotados para substituir Mandetta e acreditam no uso de hidroxicloroquina para casos de coronavírus em estágio inicial, além da adoção da chamada quarentena vertical, que foca em grupos de risco.
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