O número de mortos por causa da explosão da zona portuária de Beirute, no Líbano, passa de 100, segundo contagem oficial do governo. São cerca de 4 mil feridos. A suspeita é que a explosão tenha partido de um armazém que guardava nitrato de amônio, um tipo de fertilizante.
O presidente Michel Aoun disse que a capital deve declarar estado de emergência para as próximas duas semanas. Ele disse ainda que era "inaceitável que 2.750 toneladas de nitrato de amônio fossem armazenadas por seis anos em um depósito sem a segurança necessária. "Há muitos desaparecidos. As pessoas estão perguntando ao departamento de emergência sobre seus parentes e é difícil procurar à noite porque não há eletricidade", disse ministro libanês da Saúde, Hamad Hasan à agência de notícias Reuters.
O ministro disse que o caso é uma catástrofe. "Estamos diante de uma verdadeira catástrofe e precisamos de tempo para avaliar a extensão dos danos", completou Hasan.
O país decretou luto oficial de três dias. "Eu prometo que esta catástrofe não passará sem que os culpados sejam responsabilizados. Os responsáveis pagarão o preço", afirmou Hassan Diab, primeiro-ministro.
O nitrato de amônio, por si só, é relativamente pouco explosivo, mas partir de 210 °C, decompõe-se e, se a temperatura aumentar para além de 290 °C, a reação pode tornar-se explosiva.
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