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Ex-PM baiano é chefe financeiro de quadrilha internacional de tráfico, aponta PF

Oito já foram presos em ação que aconteceu em vários estados

12/08/2020 11h56
Por: Keila Abreu Fonte: Correio 24 Horas
Reprodução/ O Globo
Reprodução/ O Globo

Oito suspeitos foram presos nesta quarta-feira (12) em uma operação da Polícia Federal para desarticular uma quadrilha de tráfico de drogas que agia em vários estados e fora do país. Entre eles está um ex-policial militar baiano que foi localizado em um condomínio de luxo de apartamentos na cidade de Itajaí (SC). Com ele, foi encontrado uma Land Rover avaliada em mais de R$ 300 mil.

A ação faz parte da segunda fase da Operação Olossá, que tem o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação sobre organização criminosa especializada no tráfico internacional de entorpecentes pelo modal aéreo, especialmente para Europa e Ásia, com a utilização de “mulas”, que transportavam o entorpecente escondido em suas bagagens.

O ex-PM é apontado como o chefe financeiro da organização. A PF chegou até ele através de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). "As investigações e o levantamento do Coaf apontaram que o ex-PM tinham um patamar de vinda muito superior a de um salário de um policial. Ele foi expulso da PM na Bahia por cometer diversos crimes", diz o delegado Fábio Araújo Marques, da PF.

Com o suspeito, a PF apreendeu certa quantidade de drogas sintéticas. A Land Rover também foi apreendida pela polícia.

Dos 4 mandados de prisão restantes, um dos alvos fugiu e os outros 3 são ações no exterior - dois na Espanha e um na Tailândia - que a PF ainda não tem informações do desfecho. Ainda foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão na Bahia - Salvador, Lauro de Freitas, Conceição do Coité - e outros cinco estados: Sergipe, Maranhão, Pará, São Paulo e Santa Catarina.

A investigação teve início em maio de 2019, a partir do aprofundamento de informações recebidas pelo serviço de Disque Denúncia da Secretária de Segurança Pública da Bahia. Na ocasião, identificou-se que o proprietário de uma barraca de praia em Lauro de Freitas usava o estabelecimento para aliciar as “mulas”, sendo ele o principal integrante da organização criminosa nessa função. Era ele, também, quem providenciava as passagens, documentos e dinheiro para o custeio da viagem.

A investigação teve início em maio de 2019, a partir do aprofundamento de informações recebidas pelo serviço de Disque Denúncia da Secretária de Segurança Pública da Bahia. Na ocasião, identificou-se que o proprietário de uma barraca de praia em Lauro de Freitas usava o estabelecimento para aliciar as “mulas”, sendo ele o principal integrante da organização criminosa nessa função. Era ele, também, quem providenciava as passagens, documentos e dinheiro para o custeio da viagem.

Foi apurado também que cada pessoa que realizava a viagem recebia em torno de R$ 20 mil no caso de êxito no transporte da droga, e cada transporte realizado poderia gerar um lucro para organização criminosa de quase meio milhão de reais.

Durante a investigação, dez pessoas foram presas em flagrante quando tentavam embarcar para o exterior com cocaína escondida em suas bagagens em aeroportos da Bahia, de São Paulo, de Pernambuco, do Ceará e do Paraná. Além delas, outras três pessoas foram presas quando efetuavam a entrega de malas já preparadas, com a droga escondida, para as “mulas”.

A partir da análise do material apreendido na primeira fase, conseguiu-se identificar a liderança e integrantes do primeiro escalão da organização criminosa investigada, inclusive de pessoas que iniciaram como “mulas” e assumiram outros postos no esquema criminoso, mudando-se para o exterior para recepcionar os viajantes que chegavam do Brasil transportando a droga.

Os investigados irão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

 

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