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Justiça manda tirar do ar dados de menina de 10 anos exposta por Sara Winter

Ativista de extrema direita colocou informações pessoas da criança nas redes socais

17/08/2020 12h40
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Divulgação
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Após pedido da Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES), a Justiça determinou que Google, Facebook e Twitter retirem, em até 24 horas, informações pessoais da criança de 10 anos, estuprada pelo tio desde os 6, divulgadas pela extremista Sara Winter.

O pedido da defensoria foi feito na noite deste domingo (16) e a decisão é liminar.

“Os dados divulgados causaram ainda mais constrangimento à menina e aos seus familiares”, informou a DPES, em nota. Caso as empresas descumpram a medida, será aplicada uma multa diária de R$ 50 mil.

A criança de 10 anos ficou grávida após ser estuprada pelo próprio tio e teve autorização da Justiça para interromper a gestação. O procedimento médico foi iniciado na tarde desse domingo em Recife (PE), após longa jornada médica e jurídica.

Sara Winter, que se diz uma ativista “pró-vida”, tem se posicionado contra o aborto, apesar da medida ter amparo legal no Brasil para ser executada. Ela acusa o médico de ser o “maior abortista brasileiro”.

“Não se pretende obstar o direito à liberdade de expressão, entretanto, consoante se extrai dos autos os dados divulgados são oriundos de procedimento amparado por segredo de justiça”, diz trecho da liminar.

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