Um estudo divulgado pelo jornal americano Financial Times, aponta que o imunizante desenvolvido em parceria pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca não apresenta proteção suficiente contra doenças leves e moderadas causadas pela variante sul-africana do vírus.
O levantamento acompanhou cerca de 2.000 pacientes, a maioria jovens e saudáveis. Não houve mortes, mas o estudo comprovou que a eficácia da vacina foi menor nos casos contra a chamada variante V2, que é dominante na África do Sul.
Em entrevista à BBC, a professora Sarah Gilbert, pesquisadora-chefe do Programa de Desenvolvimento de Vacinas de Oxford, disse que tem esperanças do imunizante ainda poder se mostrar eficaz na prevenção de doenças graves. “O que estamos vendo de outros desenvolvedores de vacinas é que eles têm uma redução na eficácia contra alguns dos vírus variantes”, disse ela. “Mesmo que o imunizante não esteja reduzindo o número total de casos, ainda é possível ter proteção suficiente para evitar mortes, hospitalizações e doenças graves”, explicou.
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