A costureira Tamilis de Cassia, 25 anos, estava perto de realizar o sonho da casa própria, em Dias d’Ávila, onde reside há dois anos, quando foi vítima de um golpe de financiamento imobiliário. A jovem relatou a reportagem do Mais Região que efetuou o pagamento da entrada do suposto financiamento, no valor de R$ 11. 588,24 e só depois se deu conta que se tratava de um golpe.
De acordo com Tamilis, a negociação ocorreu no WhatsApp e também de forma presencial com um consultor da empresa Realizze, Assessoria financeira, que funciona no Trade Center, em Salvador. O consultor de prenome Cleiton realizou toda a negociação, contrato e encontros na empresa. “Quando eu entrei em contato com ele, através de um indicação de uma amiga, eu expressei que gostaria de fazer um financiamento para comprar a casa, que moro atualmente. Ele disse que iria fazer uma simulação e pediu o valor de R$ 11 588,24 de entrada”, conta.
No 03 de maio, após o pagamento, o consultor imobiliário apresentou um contrato de consórcio assegurando todas as garantias e que se tratava de um financiamento. “Depois que efetuei o pagamento da entrada, Cleiton me entregou um contrato de consórcio para assinar, apresentou o documento dizendo que seria um meio de retirar o meu recurso, de maneira confiável, eu questionei sobre o consórcio, mas ele me assegurou que seria a mesma coisa que um financiamento”, explicou.

Segundo Tamilis, o consultor falou que deveria aguardar até o dia 13 de maio, data da assembleia, onde ela seria contemplada com o imóvel. “No dia 13 liguei para ele, e ele me disse que eu não fui contemplada, mas que isso não costuma acontecer, que meu caso foi uma caso isolado e que aguardasse mais 72 h. Quando eu comecei a fazer questionamento ele começou a falar que nunca falou sobre financiamento e que sempre se tratou de consórcio e ficou me pedindo mais dinheiro. Foi então, que percebi que se tratava de um golpe”, afirma.
Tamilis ainda contou que pagou IPTU da casa, e que até a proprietária do imóvel aguardava o repasse do valor que nunca foi feito. “Eu paguei no dia 3 de maio a entrada, e ele me disse que seria contemplada com 10 dias. E nisso eu falei com a dona da casa e ela estava aguardando o valor até hoje na´foi pago. Nesse tempo também quitei o IPTU da casa. Depois ele começou até me ameaçar e bloquear de todas as redes sociais”, comenta.

Hoje, Tamilis tenta reaver o valor investido com a empresa Realizze, mas não tem uma resposta sobre o caso. Conforme a vítima, o caso será registrado na delegacia para que a polícia tome as medidas cabíveis.
O Mais Região entrou em contato com a sede da empresa que fica no bairro do Cabula em Salvador, mas não teve êxito.
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