Em clima nostálgico, o consagrado sanfoneiro Flávio José, 71 anos, em entrevista na Sauípe FM, no Programa É do Povo, relembrou uma das apresentações no São João de Mata de São João e falou sobre o momento desafiador que estamos vivendo por conta da pandemia da Covid-19.
Para o paraibano, além das lamentáveis perdas, o Brasil atravessa um momento difícil para realizações de eventos e aglomerações. “É um momento de incertezas, pois a gente não sabe ainda como vai ser no próximo ano, isso incomoda muito. Sinceramente do fundo do meu coração eu não vejo muita perceptiva de São João próximo ano não, mas não sou eu que decido isso, está nas mãos de Deus. Vamos aguardar para retorna a vida normal e voltar a cantar para o pessoal da Bahia”, ressalta.
Durante a entrevista, Gabriel Seixas lembrou, que na última vez que Flávio esteve aqui em Mata de São João, a produção acabou esquecendo a sanfona do Flávio José no palco e o sanfoneiro seguiu para fazer show em outra cidade sem o instrumento de trabalho. “A gente tinha horário para fazer outro show e na pressa para ir embora, entramos no ônibus e partimos. Na outra cidade sentimos falta da sanfona. Ai eu sei que a gente ligou para saber da sanfona, e ela estava no palco. Na outra cidade, eu pensei – e agora? com qual sanfona eu vou tocar? ai tinha uns sanfoneiros que ofereceram uma sanfona para tocar, então escolhi uma sanfona”, relata.
Recentemente, Flávio José fez uma live com a cantora Lara Amélia e o Forró D2. Questionado sobre a vocação da filha para a música e a arte de tocar sanfona, Flávio destacou a alegria de ter a filha no caminho artístico. “Desde de criança, pequeninha vendo a gente ensaiar, que foi gostando e procurando. E eu sempre dizendo: não confie na música, a música é incerta, vai se profissionalizar. Ela fez arquitetura e hoje faz medicina, mas sempre estamos fazendo lives juntos, e ela me acompanha de forma que estamos aí”, dispara.
Ao finalizar a entrevista, Flávio José falou sobre os ensinamentos que a pandemia da Covid-19 deixará a humanidade. “A humanidade é complicada, eu fico pensando que a partir de tudo que estamos vivendo que as pessoas poderia ser tornar mais humanas e solidárias, com mais amor ao próximo. Mas infelizmente a gente vê as pessoas sem amor ao próximo sem solidariedade. Vamos ajudar ao próximo, ser mais solidários”,pontua.
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