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Política em Foco Eleições 2020

'Sem eleição limpa, não haverá eleição’, diz Bolsonaro em nova ameaça sobre 2022

'Sem eleição limpa, não haverá eleição’, diz Bolsonaro em nova ameaça sobre 2022

02/08/2021 09h38 Atualizada há 5 anos atrás
Por: Fonte: CNN
Reprodução
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Em discurso para manifestantes que promoviam ato pró-voto impresso, em Brasília, neste domingo (1º), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a colocar a eleição de 2022 em dúvida.

O chefe do Executivo federal afirmou que "sem eleições limpas e democráticas, não haverá eleição". "Nós exigimos juntos, pois vocês são de fato o meu exército", bradou Bolsonaro aos manifestantes.

A concentração na Capital Federal começou por volta das 9h30 no Museu Nacional. Às 12h30, alguns manifestantes começaram a dispersar. Por volta das 13h, ainda havia pessoas na esplanada dos ministérios. A PMDF bloqueou todas as faixas do Eixo Monumental, entre a Rodoviária do Plano Piloto e o Congresso Nacional.

Aos manifestantes, Bolsonaro disse que a maioria da Câmara dos Deputados é a favor do voto impresso. Segundo ele, há uma "minoria" que busca barrar o voto impresso e que foi escolhida por líderes depois de uma reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso.

"O que nós queremos e o povo exige, se o povo exige, pode ter certeza e com ajuda do parlamento brasileiro teremos eleições limpas, voto democrático e contagem publica de votos", afirmou. 

Ainda durante o discurso, o presidente da República apontou que o Brasil também sofre com outros problemas simultaneamente, como a pandemia, a crise hídrica e a inflação.

"Temos que enfrentar esses problemas, buscar cada vez mais soluções para os mesmos e não deixar um pequeno grupo que parece manter refém outro pequeno grupo e daí surjam chantagens, para que venham ter eleições sem qualquer forma de ser auditada. Quem fala que a urna eletrônica é auditável e segura é mentirosa", discursou.

Bolsonaro disse ainda que ele e os manifestantes estão no "lado certo" e que não vai esperar "acontecer para depois tomar providências". "Faremos o que tiver que ser necessário para que haja contagem publica de votos e tenham eleições democráticas ano que vem".

TSE: votos já são impresso

Mais cedo, o TSE usou as redes sociais para dizer que os votos "já são impressos". Na publicação, o órgão do Judiciário afirma que qualquer eleitor pode fazer a contagem de votos por conta própria, por meio do boletim de urna.

Ainda sobre as declarações de hoje de Bolsonaro, a CNN procurou o TSE, o STF, os presidentes da Câmara, do Senado e de partidos políticos.

Por enquanto, quem se manifestou foi Carlos Lupi, presidente do PDT, que diz que “o presidente adota esse discurso como uma tática para manter a mobilização de seu eleitorado e tentar tirar o foco dos equívocos cometidos no enfrentamento da pandemia". Para ele, "se o voto eletrônico é fraudado, então o presidente foi eleito todas vezes por uma fraude”.  

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, disse repudiar "as tentativas de desestabilização por parte de Bolsonaro". "A campanha do presidente da República pelo voto impresso e as recorrentes ameaças contra a democracia são inaceitáveis", diz Medeiros, para quem o "sistema de votação eletrônica é seguro". 

Já a presidente do PCdoB, Luciana Santos, afirma que "a urna não é vulnerável a ataques externos, o voto é auditável e todo o sistema é muito confiável. É o que atestam, inclusive, organismos internacionais".

Líder do Cidadania na Câmara, o deputado federal por SP Alex Manente afirmou que "acusações devem ser provadas". "O TSE tem mostrado diversas provas de que a urna eletrônica é segura e auditável. Por isso, fizemos a pedição para que qualquer derrota no voto, de qualquer candidato, não tenha como desculpa fraude no sistema eleitoral", afirma o deputado.

O PSB disse que não irá se manifestar.

 

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