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Entretenimento Virou do avesso

Sérgio Reis admite erro: “Não sou puxa-saco do Bolsonaro”

Cantor, que ameaçou ministros do STF em vídeo, diz que querem lhe massacrar: "Estão me ameaçando, pensando que estou com medo"

19/08/2021 07h44
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Reprodução
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Desde o último fim de semana, a vida do cantor e ex-deputado Sérgio Reis virou do avesso. O vazamento de um vídeo em que convoca caminhoneiros e a população a saírem às ruas em defesa do governo, e para pedir o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), fez com que o sertanejo fosse “cancelado” nas redes sociais, com muitas críticas, inclusive de colegas artistas e políticos. Os cancelamentos, no entanto, também atingiram a agenda e o bolso do cantor.

“Querem me massacrar. Já estou tendo prejuízo. Cancelaram quatro shows e dois comerciais que ia fazer agora. Tiraram do ar um que faço para um supermercado de Curitiba. Vão tirar por um mês do ar e esperar para ver o que acontece”, contou o artista.

Aos 81 anos de idade, mais de cinquenta deles dedicados às carreiras de cantor e ator, Sérgio Reis diz que defende a democracia e que "não há necessidade" de uma intervenção militar, como prega parte do eleitorado do presidente Jair Bolsonaro, de quem o artista é apoiador. "Não sou puxa-saco do Bolsonaro", ressalta.

“Eu errei mesmo, errei muito. Não devia ter falado, porque as pessoas pensam... Falei com um amigo. Ele postou num grupinho. Um amigo da onça. É da vida. Estão me ameaçando, pensando que estou com medo. Mas não me escondi. Estou aqui em casa, não agredi ninguém. Arco com minha responsabilidade”, disse.

O cantor afirma que ainda não foi notificado sobre o pedido de abertura de inquérito contra ele por ameaça, feito pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal.

“Se abriram, vamos fazer a defesa, o que é certo. Não tenho medo de cadeia. Quando moço, eu era briguento, participava de briga tonta. Fui preso por briga, tinha de responder pelo que fiz. Não fiz nada agora.”

O sertanejo admite sair às ruas para engrossar o coro dos bolsonaristas no feriado do Dia da Independência, quando estão convocadas manifestações contra o STF e o Congresso e a favor do presidente:

“Tenho de ir para a rua porque me comprometi com eles. Preciso mostrar para o povo que querem me amedrontar. Se tiver de morrer, eu morro, morro pelo meu país. Não vou fugir.”

Erro:
“Eu errei mesmo, errei muito. Não devia ter falado, porque as pessoas pensam... Falei com um amigo. Ele postou num grupinho. Um amigo da onça. É da vida. Estão me ameaçando, pensando que estou com medo. Mas não me escondi. Estou aqui em casa, não agredi ninguém. Arco com minha responsabilidade. Não agrido ninguém. Tenho respeito. Se o povo não aceita, prove o contrário. Cada cabeça sua sentença.”

Repercussão:

“Abalou um pouquinho, o povo está revoltado comigo. É natural. Cada um tem sua opinião, tem de respeitar. Não fiz aquilo para machucar ninguém. Mandei para um amigo, brincando com ele. Isso vazou.”

Bolsonaro:

“Não sou puxa-saco do Bolsonaro. Conheci ele na Câmara, somos palmeirenses. Não aprovo a forma com que ele fala muita coisa. Mas é o jeito dele. Como vou mudar o jeito de italiano nervoso dele? Tem hora que ele é bronco. É difícil governar o Brasil, que é muito grande. O Brasil não quebrou ainda porque é muito forte. Muito dinheiro foi desviado dos nossos cofres e o país não quebrou. Agora ninguém mexe no cofre, porque Bolsonaro acabou com isso.”

Lula:

“O Lula é meu fã desde a época que era sindicalista, tinha todos os meus discos. Eu autografava. Fiquei muito amigo do Lula. Quando ele era presidente e eu estava em Brasília ele me ligava e chamava para encontrá-lo. É um relacionamento normal.  Eu gosto do Lula, não tenho nada contra ele, sempre me respeitou, assim como a dona Marisa”

Processo:

“Não sei se abriram. Estou aqui em São Paulo. Se abriram, vamos fazer a defesa, o que é certo. Não tenho medo de cadeia. Quando moço, eu era briguento, participava de briga tonta. Fui preso por briga, tinha de responder pelo que fiz. Não fiz nada agora.”

Intervenção militar:

“Não tem necessidade, não é bom. Estamos passando momento muito crítico, precisa ter muita coerência. Se o povo se manifestar a favor, aí é outra história. Mas o Exército não quer intervenção porque apanhou muito de 1964 para cá. Queriam implantar um regime comunista no Brasil, os militares não deixaram. Dirceu, Dilma e tantos outros eram terroristas. Não estou julgando ninguém, são os fatos.”

Democracia:

“Achei interessante a luta dos partidos e políticos procurando acertar, discutindo em plenário. Isso é democracia. Defendo a democracia. Sem democracia não vai. Tem de ter democracia, tem de ser igual para todo mundo.”

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