O presidente Jair Bolsonaro voltou a aumentar o tom contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sem citá-los nominalmente, mas também anunciou, nesta terça-feira (7), a convocação do Conselho da República, um órgão consultivo da Presidência da República para discutir “intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio; e as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas”.
“Amanhã [quarta] estarei no Conselho da República, para nós, juntamente com os presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, mostrar para onde nós todos devemos ir”, declarou o chefe do Executivo, em discurso na Esplanada dos Ministérios.
O Conselho da República é formado pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-A), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), do STF, Luiz Fux, pelos líderes das maiorias e das minorias na Câmara e do Senado, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e mais seis brasileiros natos. A convocação do órgão consultivo cabe ao presidente da República.
Bolsonaro tratou o ato desta terça como uma espécie de ultimato aos Poderes da República para o cumprimento da Constituição Federal e repetiu que o “retrato” das mobilizações seriam uma resposta para que todos atuem dentro da previsão constitucional - apesar de travestido como discurso de liberdade, os apoiadores do presidente atacam diretamente o STF e também outros instituições republicanas brasileiras.
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