Em sua tradicional live de quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revelou que ampliou suas atividades no Telegram para evitar a regulação de conteúdo em outras plataformas.
"Logicamente, ampliamos nossa rede para o Telegram. Não tem censura e tem que ser assim", afirmou. "Querem me tornar inelegível por fake news; é inacreditável", acrescentou. Bolsonaro já teve "lives" derrubadas em outras redes, como o YouTube, após propagandear medicamentos sem eficácia contra a covid-19.
Nesta quinta, 07, o presidente voltou a defender o "tratamento precoce", mas sem citar o nome dos remédios. Repetiu, também, declarações que vão na contramão da ciência, como a de que quem contraiu o novo coronavírus teria mais anticorpos em relação a pessoas vacinadas.
Na sessão de provocação a opositores, o presidente fez novas críticas ao chamado "passaporte da vacina", à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, e ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). "Não vai cobrar o distanciamento social no carnaval, Eduardo Paes?", questionou o presidente. "São os contratos milionários?", ironizou em seguida a intenção de Paes, criticada por especialistas, de liberar o carnaval 2022 sem restrições sanitárias.
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