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Política em Foco Economia

Guedes nega demissão e conta que ala política 'pescou' nome para substituí-lo

Guedes disse que não pediu demissão e que segue no comando da equipe econômica.

23/10/2021 09h39
Por:
Reprodução
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Após boatos de que estava saindo  da equipe de Bolsonaro,  o  principal nome econômico do governo, o ministro Paulo Guedes, deu às caras nessa sexta-feira (22). Durante uma longa coletiva à imprensa, ao lado do presidente da República,  na sede do Ministério da Economia,  Guedes reafirmou a polêmica  que marcou  a semana e que provocou  um vendaval no mercado financeiro: o governo federal vai mesmo furar o teto de gastos em 2022 para garantir a implementação do Auxílio Brasil de R$ 400.  Como justificativa,  afirmou  que “não adianta tirar  10 no fiscal e zero no social". E tentou acalmar o mercado:  disse  que não pediu demissão e que segue no comando da equipe econômica.

"Eu não pedi demissão, em nenhum momento eu pedi demissão. Em nenhum momento o presidente insinuou qualquer coisa semelhante. Vou  ficar até o fim do governo", enfatizou.  A declaração trouxe um certo alívio ao mercado: a Bolsa reduziu o ritmo  de perdas  - fechou o pregão dessa sexta-feira  com queda de 1,34%. Na véspera, o tombo chegou a 2,75%. O dólar comercial caiu 0,71% e encerrou o dia em R$ 5,627.

Durante a coletiva, o  ministro contou  que a ala política do governo fez "pescaria" em busca de nomes para o seu cargo e citou o ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida como um dos sondados.  "Sei que o presidente não pediu isso, porque acredito que ele confia em mim e eu confio nele, mas sei que muita gente da ala politica andou oferecendo nome e fazendo pescaria", disse o titular da Economia.   Ele não citou nominalmente ninguém. Contudo, sabe-se que integram a ala política os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e João Roma (Cidadania)  - todos parlamentares e defensores da solução do Auxílio Brasil de R$ 400.

A respeito do fogo amigo, das sondagens para o seu lugar, Guedes afirmou  que não necessariamente  são ministros. E sinalizou que seria um movimento de pessoas contrárias ao teto de gastos.  "Existe uma legião de fura tetos, o teto é desconfortável", assinalou  o ministro.

A declaração, dada ao lado do presidente, revela que a relação entre a ala política e a equipe econômica continuará tensa.  Nas últimas semanas, diante das resistências do ministro em chegar a uma solução para o Auxílio Brasil que agradasse a ala política, auxiliares palacianos passaram a buscar um "plano B" para o ministério.  Segundo relatos, a sondagem teria sido feita com o consentimento de Bolsonaro. Mansueto teria sido procurado por interlocutores, mas não aceitou a proposta.

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