O Ministério Público da Bahia (MP-BA) foi acionado pelo Bahia e acompanhará as investigações da Polícia Civil com relação ao ataque com artefatos explosivos sofrido pelo ônibus do clube. Em nota, o MPE confirmou que recebeu uma representação do Esquadrão na sexta-feira (25), dia seguinte ao atentado.
"A representação será distribuída a um promotor de Justiça, com o objetivo de acompanhar as investigações policiais em andamento e para adoção de eventuais medidas legais que se façam necessárias", diz o comunicado.
O ônibus que levava a delegação do Bahia foi atingido na Avenida Bonocô, quando o grupo chegava na Arena Fonte Nova para jogo da Copa do Nordeste, contra a equipe do Sampaio Corrêa. Ao que se sabe, três bombas foram lançadas em direção ao veículo.
No ataque, o goleiro Danilo Fernandes e o lateral esquerdo Matheus Bahia ficaram feridos. Já o atacante Marcelo Cirino vem enfrentando dores de cabeça e de ouvido depois do atentado, e foi cortado da partida contra a Juazeirense, no último domingo (27).
Danilo sofreu ferimentos no rosto e precisou ser socorrido por uma ambulância da Fonte Nova. Ele foi encaminhado para um hospital, onde passou por um procedimento para retirar estilhaços de vidro do pescoço. O goleiro recebeu 20 pontos entre orelha, rosto e perna por causa dos múltiplos ferimentos, e recebeu alta médica na sexta-feira (25).
Após análise de imagens de câmeras de segurança da região, foram identificados e apreendidos dois veículos envolvidos no atentado.
Um deles pertencente ao presidente da torcida organizada Bamor, Half Silva, que é considerado suspeito de envolvimento no crime. Ele prestou depoimento na 6ª delegacia de Brotas e negou participação. A defesa alega que ele estava em Feira de Santana, acompanhando a torcida do Coritiba no jogo contra o Bahia de Feira, pela Copa do Brasil. O carro dele teria sido deixado na sede da Bamor e utilizado por uma pessoa não identificada.
Na noite de sexta-feira (25), mais dois suspeitos prestaram esclarecimentos na delegacia. Um deles foi identificado como Hugo Garotti, e é o dono do carro modelo HB20 branco, usado na fuga após o ataque. O outro é Marcelino Neto, que também teria participado do crime.
A delegada que investiga o caso, Francineide Moura, ouviu até agora sete pessoas. A autoria do lançamento do artefato explosivo ainda não foi definida.
Em nota, a Polícia Civil afirma que imagens de câmeras de segurança serão periciadas, e laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) vão contribuir para as apurações. Ainda não há prisões relacionadas ao caso.
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