Senadores governistas protocolaram, nesta terça-feira (12), pedido para investigar obras inacabadas de escolas e creches entre 2006 e 2018, nas gestões do PT e de Michel Temer. O requerimento apresentado reuniu 28 assinaturas, uma a mais do que o necessário.
Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (PL), e Carlos Portinho (PL-RJ) estão arregimentando signatários para iniciar a investigação desde a última quinta-feira (7).
– Solicito o apoio dos nobres pares para a criação e instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre as obras iniciadas e não concluídas financiadas com recursos do FNDE, bem como possíveis irregularidades no Fies – afirma o requerimento dos governistas.
Do lado da oposição, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse na segunda-feira (11), que espera alcançar 29 assinaturas no Senado para abrir a CPI do MEC (Ministério da Educação). O pedido de investigação é baseado na revelação, feita pelo Estadão/Broadcast, de um esquema de propina operado por pastores na pasta e a destinação de verbas para “escolas fake”.
Em entrevista à Rádio Eldorado, o parlamentar afirmou que pretende alcançar essa quantidade de assinaturas até esta quarta-feira (13). Randolfe Rodrigues chegou a conseguir 27 subscrições, mas o quórum caiu após três senadores recuarem: Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Styvenson Valentim (Podemos-AC) e Weverton Rocha (PDT-MA).
– Talvez não tenhamos a margem que esperávamos, mas temos a pretensão de chegar pelo menos a 28 ou 29 assinaturas – disse.
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