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Mata de São João Parabéns!

História, cultura e expansão: Mata de São João celebra 176 anos de emancipação

Conheça um pouco da história da cidade.

15/04/2022 09h15 Atualizada há 4 anos atrás
Por: Redação Fonte: Mais Região
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Mata de São João da história. Mata de São João do turismo. Mata de São João do progresso. Um dos municípios mais importantes do Estado celebra neste feriado de Sexta-Feira Santa, 15 de abril, 176 anos de emancipação política. 

Município conhecido no mundo inteiro pela beleza de suas praias, pela ocorrência de sol o ano todo e por sua natureza exuberante, Mata de São João é uma cidade que carrega traços marcantes na história da Bahia e do País. A Casa da Torre de Garcia d'Ávila, erguida entre o ano de 1551 na Praia do Forte, a construção histórica tem forte influência no período do descobrimento até a colonização do país. 

Hoje Mata de São João é destaque no turismo Nacional. O litoral Norte do município vive em constante expansão imobiliária impulsionada pela força do turismo, movimentando a economia e gerando emprego e renda para a população. 

Comemorações

As festividades em alusão ao aniversário da cidade iniciaram no dia 1º de abril com shows musicais, apresentações culturais, momento gospel, atividades recreativas e feirinha gastronômica. Pra encerrar as comemorações, vai ter show na praça Barão Açu da Torre neste sábado (16) com Jota Quest, Junior Black, Azzaração e Serenão.

 Conheça um pouco dos relatos históricos da cidade 

A ALDEIA DE SÃO JOÃO -  A primitiva Aldeia de São João situava-se na atual área de Plataforma, no interior da Baía de Pirajá, em Salvador. Após uma perseguição os índios a abandonaram e encontraram refúgio uns nas margens do Rio São Francisco e outros nas margens do Jacuípe. Era conhecida na época a Aldeia do Espírito Santo de Nova Abrantes (atual município de Camaçari), mas dali para cima poucos ousavam adentrar nas matas. Os índios, no entanto, conheciam no seio desta mata a localidade por eles chamada Jacupema (uma espécie de ave encontrada em abundancia na região). Ali, nas margens do Jacuípe (Rio dos Jacus) foi instalada outra Aldeia de São João, formada por índios tupinambás. A densa mata que envolvia a aldeia possibilitou que rapidamente a nascente povoação ganhasse a designação de Mata de São João.

O BONFIM DE MATA  - Mais tarde a Aldeia de São João foi levada mais para a orla marítima, mas ali em Jacupema surgiu o povoamento do Senhor do Bonfim, onde se ergueu a grande igreja de pedra e cal (da qual até poucos anos restava a Torre) e onde foi construída, entre os anos de 1756 e 1761 a Igreja do Senhor do Bonfim (época em que teve início a tradicional Lavagem da Igreja do Bonfim de Mata). Durante o governo do oitavo Arcebispo da Bahia, D. José Botelho de Matos (no qual deu-se a expulsão dos jesuítas), foi a localidade do Senhor do Bonfim elevada à categoria de Freguesia.  

UMA CARTA PEDIU JUSTIÇA – Em 04 de setembro de 1785, o ouvidor da Câmara baiana, Francisco Vicente Viana escreveu ao então Governador da Bahia, uma carta onde solicitava a emancipação política dizendo ser “para cortar pelas raízes os males que grassam naquelas povoações em que a justiça não é conhecida por falta de pessoas que administrem. Nesta freguesia esta a povoação chamada Mata de São João, que contém em si mais de 300 fogos unidos (casas). Sou de parecer que haja Vossa Excelencia de colocar na presença de Sua Majestade a grande necessidade que há de se estabelecer uma vila no mesmo pé em que se acham as mais desta comarca. Em uma palavra, Excelentíssimo Senhor, a Mata não se pode conservar sem o respeito da Justiça”. A despeito das justas razões descritas por Francisco Viana em sua carta histórica, somente em 15 de abril de 1846, por meio da Lei Provincial 241, a Freguesia do Senhor do Bonfim foi elevada à categoria de Vila da Mata de São João. 

A MUDANÇA DA SEDE  - Em 29 de maio de 1884 foi consumada a mudança da Sede da vila, do Bonfim para o local atual. Para que isso ocorresse foi fundamental a interferência de Luiz Antonio Meirelles, o Barão de Açú da Torre. No atual centro da cidade ficava ‘O Quadro’ (hoje as praças Amado Bahia e Barão de Açu da Torre). Ali foi construída a Intendência (como era chamada a Prefeitura, atualmente sede da Secretaria de Ação Social). Nas proximidades foram construídos o Mercado Municipal (hoje Casa da Cultura); a Igreja Matriz (1929) e o Prédio Escolar (1938), hoje o Colégio Estadual Getúlio Vargas. Foi nessa época, em que muita gente vinha para Mata de São João para descansar na cidade com fama de acolhedora, que foram fundadas as primeiras Igrejas protestantes (Assembleia de Deus, em 1945 e Primeira Igreja Batista, em 1948). A partir dos anos 50 o crescimento populacional foi muito veloz principalmente com a descoberta do petróleo e a criação do Núcleo Colonial JK e do Pólo Petroquímico de Camaçari. O professor Antonio Crespo faz um relato da época: “… Os veranistas vinham descansar nesse verdadeiro paraíso e gozar dos banhos do Caboré. A Avenida Almeida era a única rua calçada. A partir daí começava o Largo da Estação onde de época em época apareciam os circos. 

O TREM DE FERRO – O Pirulito, o Mochila, o Rápido, o Trem de Alumínio, o Andorinha e o Mata Rocha, além dos trens de carga. Eis o único meio de transporte dessa época.”   

 

História com humor

O historiador e humorista contou um pouco da história da cidade em sua rede social. Confira!

 
 
 
 
 
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Conheça dados da cidade

População: 47.643 habitantes 

Área: 633,198 km²

Distritos: Açu da Torre e Amado Bahia

Municípios limítrofes: Dias d'Ávila, Camaçari, Entre Rios, Itanagra, Pojuca e São Sebastião do Passé 

Distância para a Capital: 56km

 

 

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