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ANARRIÊ...e VIVA SÃO JOÃO!!!

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21/06/2022 10h47 Atualizada há 4 anos atrás
Por: Keila Abreu Fonte: Monica Costa
Reprodução/Desconhecida
Reprodução/Desconhecida

Depois de dois anos sem curtir aquele forrozinho danado de bão, finalmente em 2022 poderemos aproveitar todas as festividades juninas. Sim, porque no mês de junho, no Brasil, comemoramos os três santos populares: Santo Antônio, São João e São Pedro.

São João teria nascido em 24 de junho e é muito popular entre os portugueses, que tiveram muitos reis com esse nome, os quais construíam capelas em homenagem ao santo. São Pedro, martirizado em 29 de junho, é considerado o primeiro Papa da igreja. Santo Antônio, por sua vez, que morreu no dia 13 de junho, nasceu em Lisboa.

Neste texto, vamos focar no São João que é uma das festas mais antigas do Cristianismo (há registros de 506 d.C.) e a data acontece três meses depois da celebração da Anunciação, sempre dia 25 de março, e seis meses antes do Natal. Em Portugal, era conhecida como Festa Joanina - possivelmente pelo fato de acontecer em junho ou talvez por causa de São João, que é o principal santo da comemoração.

Muitas tradições que acompanham essa comemoração representam os principais símbolos das festas juninas que incluem: as comidas (fico com a boca aguando só de pensar kkkk); as danças típicas com as espetaculares apresentações das quadrilhas e seus belíssimos figurinos, as caipiras; os balões (agora só decorativos, por favor); a fogueira (que representa o nascimento de São João e também ajuda a espantar as baixas temperaturas do inverno, em nosso país, apesar de que na nossa Bahia, essa estação é quase imperceptível kkkk); as brincadeiras (como a corrida de saco, pau de sebo, pescaria, correio-elegante, saltar a fogueira, argola, rabo do burro etc), as simpatias - que acabam carregando um pouco do tom de divertimento e os fogos (esse aí, eu confesso que acho bonito apenas aqueles pirotécnicos que fazem um lindo efeito no céu, mas as bombas me irritam profundamente, e sinto uma dó danada dos animais).

Quem me acompanha por aqui, já sabe que eu sou uma eterna apaixonada pela cultura popular e claro, também criei projetos vinculados à festa junina. E vou contextualizar um deles aqui para vocês...vêm comigo.

Na minha caminhada profissional, enquanto Gerente Operacional da Turisforte – Associação Comercial e Turística da Praia do Forte, criei e executei com o apoio de Betânia Paranaguá, Gerente de Marketing, o evento envolvendo estudantes da Escola Municipal São Francisco: Desfile da Rainha do Milho.

Como funcionava: lançamos o convite na comunidade, cadastramos as crianças/pré- adolescentes interessadas e conversamos com seus respectivos responsáveis para que autorizassem. As caipiras e seus adereços eram oferecidas pelas “madrinhas” que faziam parte da Turisforte, ou seja, os associados. E assim, cada participante desfilaria representando um determinado comércio. Uma costureira da comunidade, confeccionava as faixas e Luana Bastos, minha filha, bordava os nomes dos estabelecimentos nas faixas. Aconteceram alguns ensaios, organizamos a comissão julgadora, conseguimos apoiadores (associados) que entraram com as premiações etc.

Vale salientar, que todas as participantes eram contempladas, sempre tivemos esse cuidado.

A primeira edição do evento, foi bem tímida (5 participantes) pois muitas crianças ficaram com vergonha e tal. Mas o brilho do evento foi gigante! E de imediato, tomou um impulso, e eu me emocionava sempre que alguma criança, me parava na Vila de Praia do Forte e perguntava: tia, eu posso participar do outro desfile? E foi assim, que aconteceu a segunda edição com 15 participantes, sendo que 2 eram meninos, e o nome do evento foi adaptado para Desfile Rainha do Milho & Rei do Amendoim.

Genteeeee, acreditem: foi confeccionada até uma passarela de madeira com tapete vermelho, gentilmente cedido pela Capela São Francisco de Assis, de Praia do Forte. Ainda contamos com a colaboração de pessoas com experiência em desfiles para orientar nos ensaios. E agregamos outras atrações ao evento, como apresentação de quadrilhas, brincadeiras juninas etc. Meu eterno agradecimento a Rosângela Nunes, Ró de Nuca, liderança da comunidade de Praia do Forte, que mantém a cultura viva e pulsante!

Aqui, escrevendo e relembrando, me bateu uma saudade gostosa, uma sensação de felicidade e dever cumprido em ter despertado naquela geração a importância da preservação das nossas tradições.

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” – Fernando Pessoa

Xêro da Moni Até breve...

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Monica Costa
Sobre Monica Costa
É turismóloga e especialista em Gestão Sustentável do Meio Ambiente. Ela escreve uma vez por mês.