A vereadora de Camaçari, Professora Angélica (PP), destacou durante participação no Programa É do Povo que aguarda a Justiça e uma posição da presidência da Câmara, após o registro do Boletim de Ocorrência na Delegacia de Camaçari sobre atos de racismo e assédio moral praticados pelo vereador Dentinho do Sindicato (PT), durante sessão. Em entrevista, na edição desta terça-feira (12), a parlamentar contou com detalhes o que ocorreu no dia 28 de junho.
"No dia 28 de junho eu observei que ele tinha tirado meu nome do local onde sento e colocado o dele. Eu tirei o dele e continuava a colocar. O vereador Gilvan pediu para me acalmar e disse que eu estava me expondo. Eu respondi a ele que eu não estava me expondo e que eu sou mulher não iria permitir que o vereador Dentinho determinasse onde eu iria sentar. Quando eu sentei ele veio com o cotovelo e ralou em minhas pernas", conta. (Confira vídeo)
De acordo com a vereadora, a situação de desconforto e assédio teve início há cerca de um mês com ameaças e chantagens envolvendo um caso pessoal. “Teve início no mês passado quando eu cheguei na plenária e ele me mostrou algo no celular. Ele disse: a senhora que vai dizer se isso vai para a mídia ou o que vai acontecer. Eu disse que não estava entendendo. Ele falou que seria sobre um cheque e frisou que agora que meu partido foi para a base o que eu iria fazer”, afirma.
A professora Angélica explicou sobre o assunto que envolve o cheque de uma compra feita por sua empresa – Centro Educacional Bittencourt - “O cheque que ele ameaçava mostrar na mídia seria um cheque de uma compra. Eu teria comprado mais R$180 mil em cadeiras para o Centro Educacional Bittencourt e a empresa não fez a entrega. Já tinha levado a conhecimento na delegacia o empresário tinha prestado depoimento na delegacia, a maioria dos cheques foi compensado e eu consegui dá contraordem em quatro ou foram cinco cheques. Ele queria dizer que o cheque estava sem fundo e que iria jogar na mídia”, ressalta.
Emocionada, a vereadora contou um pouco da sua história de vida e afirmou que pensou em desistir e entregar o cargo, mas diante do apoio de algumas pessoas, inclusive da família, decidiu dar continuidade ao trabalho que vem desenvolvendo na Casa Legislativa. “Continuo fiscalizando, continuo o meu trabalho na Câmara. Uma mulher negra que iniciou como agente de limpeza. Sou mãe e pai de três filhos e hoje continuo ajudando outras mulheres (...) O presidente da Câmara pediu duas semanas para investigar o caso. Esperamos uma posição da Câmara", conclui.
Assédio moral
A Professora Angélica afirmou que o colega Dentinho do Sindicato havia feitos comentários sobre suas roupas e estaria obrigando a vereadora a sentar em outra bancada, após o rompimento da progressista com a base do governado Rui Costa (PT), e declarou apoio ao pré-candidato ao governo, ACM Neto (União). “Ele começou a chantagear dizendo que me tiraria da cadeira, ele queria que eu sentasse do outro lado da bancada e que se eu não tinha vergonha da roupa que eu vestia. Um dia de sessão eu disse: Porque você não vem logo pelada”, relata.
A vereadora também entrou com uma representação na Câmara de Vereadores de Camaçari para que o caso seja investigado.
Assista a entrevista na íntegra:
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