O Conselho Municipal do Carnaval (Comcar) vai realizar, nesta terça-feira (26), uma reunião para discutir sobre a mudança do Carnaval da Barra para a Boca do Rio e emitir um posicionamento sobre a alteração na festa. Segundo o secretário-geral do Conselho Comcar, Jairo da Mata, a posição da entidade será enviada ao prefeito de Salvador, Bruno Reis, para que seja analisada.
A possível mudança do Carnaval da Bahia para a orla da Boca do Rio tem gerado protestos entre artistas, turistas e os moradores da capital baiana. A Prefeitura Municipal de Salvador analisa a transferência da folia, que hoje acontece no tradicional circuito Dodô (Barra-Ondina), já no Carnaval de 2023. Alguns se posicionam a favor, outros são contrários à mudança. A decisão deve ser anunciada já no mês de agosto.
“Vamos fazer uma avaliação sobre a possível mudança do local do carnaval. Vamos colocar os prós e os contras acerca da mudança. O colegiado vai ouvir cada segmento e depois vamos levar o que ficou decidido ao prefeito, que é quem tem o poder da decisão final”, explicou Jairo da Mata.
Até o momento, o secretário-geral do Comcar ressalta que eles ainda não possuem uma decisão favorável ou contra a mudança, mas que a reunião desta terça vai formar um posicionamento definitivo sobre o assunto. A entidade possui 32 grupos, que vão desde blocos afro, afoxé, samba, organizadores de trios, camarotes, agência de publicidade, entre outros.
“Um grupo de conselheiros que é favorável à mudança agora em 2023 e outro grupo que quer que ocorra em 2024. Mas amanhã teremos esse posicionamento, amanhã saberemos se o colegiado pensa de forma favorável a mudança, de forma contrária ou se teremos outras sugestões”, finalizou.
Contrário à ideia, um grupo lançou o movimento “SOS Carnaval Salvador” para pedir que a transferência não aconteça. O movimento - formado por moradores locais, empresários, músicos e compositores e blocos tradicionais e afro - cobra também que a decisão seja discutida com a população que será diretamente afetada pela possível mudança.
O grupo criou um abaixo-assinado contra para se posicionar contra a mudança e a petição possui mais de 2,7 mil apoiadores. “Uma mudança tão abrupta, logo depois dos impactos sofridos pela pandemia, precisa ser discutida de forma ampla e no devido tempo com todos os setores que dependem de forma direta ou indireta do carnaval”, destaca o grupo no abaixo-assinado.
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