Amparado pelo Partido Liberal (PL), o presidente Jair Bolsonaro deverá deixar o cargo em janeiro de 2023 e permanecer na política visando o pleito de 2026. A sigla de Bolsonaro planeja colocá-lo para atuar como cabo eleitoral para as eleições municipais de 2024.
A ideia é fazer com que o partido ganhe capilaridade país afora, fazendo o máximo possível de vereadores e prefeitos. Com isso, o plano é manter tanto a legenda como o nome de Bolsonaro em evidência. O grupo bolsonarista não quer dar espaço para que perca força o movimento que levou Jair para a presidência e que praticamente dividiu os votos com Lula nas eleições 2022 (o atual presidente teve 49,1% dos votos válidos).
No governo desde 2019, o mandatário foi derrotado nas urnas pelo seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a disputa em segundo turno. Foi a primeira vez, desde a redemocratização, que um presidente não foi reeleito no Brasil.
Além de ampliar a base nos estados, o atual chefe do Executivo deverá coordenar uma oposição à gestão de Lula. No Congresso, o PL pretende fazer “oposição ferrenha” ao novo governo eleito.
Líderes e aliados ouvidos pelo Metrópoles afirmam que a orientação da cúpula é ir contra as propostas sugeridas pelos partidos apoiadores do próximo presidente. No entanto, a bancada poderá ser liberada para entrar em acordo com pautas que sejam favoráveis à população, como por exemplo, a PEC de Transição.
A proposta foi colocada à mesa para que, já em janeiro do próximo ano, o Executivo consiga realizar o pagamento do Auxílio Brasil em R$ 600 e aumentar o valor do salário mínimo. A cúpula do PL considera que as pautas incluídas na PEC já eram de interesse de Bolsonaro, em um segundo governo.
Além de se preparar para conseguir montar uma base forte nos municípios, Jair Bolsonaro terá também um cargo na legenda que o acolheu. O ainda presidente participará do núcleo Executivo do PL. Os detalhes foram acertados com o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, antes do primeiro pronunciamento do presidente depois da derrota nas urnas, na terça-feira (1/11).
Do partido, Bolsonaro receberá um salário mensal, além de contar com o aluguel de uma casa e de um escritório em Brasília. Valdemar também vai custear a defesa do partidário com advogados para atuarem nos diversos processos a que responde no Supremo Tribunal Federal e em outras instâncias.
A ideia do partido é conseguir fazer com que Bolsonaro aumente sua projeção para consolidar um apoio significativo e voltar a concorrer à presidência de 2026. A mira do partido está, principalmente, no comando das capitais estratégicas: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Antes do atual presidente, em 2018, o PL havia conseguido eleger 33 parlamentares. O número cresceu um terço nas últimas eleições. A legenda emplacou 99 deputados e 8 senadores. Desta forma, lidera, em quantidade, as bancadas em ambas as casas.
Ato na Barra Capitão Alden rebate Ivoneide sobre a BYD e acusa deputada de divulgar informação falsa
Eleições 2026 Em ato com Flávio e Nikolas, Diego Castro aposta em crescimento expressivo no 2º turno na Bahia
Caso Master Flávio Bolsonaro atribui diferença de valores de Dark Horse a contrato não cumprido
Cenário Político Flávio Bolsonaro diz ter se surpreendido com prisões e investigações contra aliados no Rio
Reforma Judicial Flávio Bolsonaro defende impeachment de Alexandre de Moraes e investigação de Nunes Marques
Com 96 anos José Sarney recebe alta hospitalar após nove dias de internação