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Correios suspendem cartilha controversa sobre assédio sexual no trabalho

O material indicava que “comentários de duplo sentido” e “olhares sedutores” seriam atos que não poderiam ser classificados como assédio sexual

27/01/2023 11h27 Atualizada há 4 anos atrás
Por: Keila Abreu Fonte: Metro 1
Reprodução/Desconhecida
Reprodução/Desconhecida

Após repercussão negativa e críticas do sindicato de trabalhadores, os Correios decidiram suspender uma cartilha interna que trazia orientações sobre prevenção e enfrentamento à violência no trabalho. 

O material trava “conduta inconveniente” com “comentários de duplo sentido” e “olhares sedutores” como atos que não podem ser classificados como assédio sexual. Ainda segundo o texto, uma “proposta sexual” também não poderia ser caracterizada como assédio desde que seja “feita sem insistência”.

A cartilha lista que “conduta inconveniente numa festa de trabalho, onde um colega ou chefe, após algumas doses a mais, faz comentários de duplo sentido e lança olhares sedutores" só seria considerada assédio se "houver alguma ameaça concreta e ela for posta em prática mais tarde".

A coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, entrou em contato com a empresa, que afirmou que o material foi elaborado pela gestão de Jair Bolsonaro (PL) e se baseou em bibliografias externas.

A estatal também pontuou que está revisitando as fontes consultadas para avaliar a necessidade de adequações.

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