O desfecho do processo de reformulação do Vitória, iniciado há pouco mais de um mês, chega ao final. Após mergulhar em uma crise no começo do ano, com três eliminações consecutivas, mudanças de diretor de futebol e técnico, e imensos problemas de desempenho em campo, o Leão entrou em uma espécie de pausa para ajustes.
Sem agenda de jogos oficiais, o time começou uma intertemporada em março visando corrigir os erros e preparar uma equipe mais competitiva para a Série B do Campeonato Brasileiro. Nos últimos dias dessa fase, com 12 novos atletas na Toca, o Rubro-Negro se encontra em momento renovado para os desafios da Segundona.
A equipe que deve atuar daqui para frente já está sendo esboçada. O técnico Léo Condé tem à disposição um elenco com mais de 30 jogadores, incluindo recém-contratados e desconsiderando prováveis dispensados ou emprestados da base. Ou seja, o comandante rubro-negro teve a oportunidade de participar desse processo e não apenas receber uma equipe pré-montada. Agora, tem traçado os caminhos possíveis para a temporada.
Testes realizados
No jogo treino, em que o Leão empatou em 2 a 2 com o Bahia de Feira, formações diferentes foram testadas. Entretanto, há tendências da formação titular. O indicativo é que a equipe que vai estrear com a Ponte Preta, domingo, às 18h, no Barradão, seja formada por uma mistura de jogadores mais experientes e promessas mais jovens.
O goleiro Thiago Rodrigues, de 34 anos, que defendeu o Vasco em 2022 e chegou dias antes da intertemporada, será desfalque por conta de uma inflamação no joelho direito. Com a baixa, Lucas Arcanjo entra como substituto imediato.
Na zaga, a dupla provável é Wagner Leonardo e Camutanga. O primeiro, um zagueiro mais jovem, de 23 anos, com formação e trajetória no Santos e passagens por Cruzeiro, Fortaleza, Náutico e Portimonense, de Portugal. Já Camutanga, assim como Arcanjo, é remanescente da equipe que iniciou a temporada de 2023 na titularidade.
Na lateral, Zeca, na direita, e Marcelo, na esquerda, possivelmente começam jogando. É o mesmo caso da zaga, equilíbrio entre um jogador que já estava vivendo a temporada pelo Vitória desde o começo do ano, que é o caso de Zeca (lateral experiente no futebol brasileiro), e um novato, de 24 anos, que veio do São José, do Rio Grande do Sul, com boas recomendações e parece agradar o treinador Léo Condé.
No meio, o Leão não conta com o volante Diego Fumaça, que provavelmente seria titular na partida contra a equipe paulista. O jogador vai ficar afastado, segundo determinação do departamento médico, por conta de lesão muscular no adutor da coxa esquerda. O tratamento para a recuperação completa deve durar duas semanas, o que significa que o volante dificilmente retorna para enfrentar o ABC, fora de casa, na segunda rodada da Série B.
Enquanto a estreia de Fumaça é adiada, o volante Rodrigo Andrade retorna após afastamento durante as rodadas finais da Copa do Nordeste e do Baiano. Ele deve ser o titular ao lado de Marco Antônio, Léo Gomes ou Matheus Trindade. Caso a opção seja o terceiro nome, novamente se repete a alternância entre recém-chegados e jogadores que já estavam na casa.
Alta concorrência
No setor ofensivo, a indefinição é maior pela grande concorrência. Com diversas opções, a exemplo de Osvaldo, Diego Torres, Tréllez, Léo Gamalho, Dibble, Rafinha, Thiago Lopes e Wellington Nem, dos remanescentes, e Welder (ex-Jacuipense), José Hugo e Pablo Diogo (ambos ex-Santo André), Giovanni Augusto (ex-Guarani), Matheuzinho (ex-Ypiranga do Rio Grande do Sul), entre os que chegaram na intertemporada, Léo Condé deve escolher quatro para iniciar a partida contra a Ponte.
Como centroavante, Léo Gamalho, experiente goleador, sai com vantagem na disputa. Osvaldo também pode aparecer entre os titulares do setor ofensivo, uma vez que foi um dos poucos atletas que tiveram algum destaque no início do ano. Giovanni Augusto, a principal (e mais árdua) contratação do Vitória, tem altíssimas chances de começar jogando tanto pela experiência, quanto pela carência na posição de meia armador.
O ponta Matheuzinho, que foi destaque do Ypiranga no Gauchão, pode ser uma surpresa na estreia, por ter como características a velocidade, o drible a finalização, em falta no Rubro-Negro, tal como Wellington Nem, que, ao chegar ao Leão, não estava em sua melhor forma física, mas tem potencial.
As opções são variadas e a definição está nas mãos de Léo Condé, que chega ao seu principal desafio da temporada em uma situação confortável. Teve tempo apenas para treinar e tem uma equipe montada com a sua orientação, além de possibilidades (técnicas e táticas), na busca do grande objetivo da conquistar o acesso.
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