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Esporte E.C Bahia

Lesão de Jacaré abre disputa pela vaga na lateral-direita do Bahia

Opções da posição, Cicinho e André tentam provar seus valores

06/06/2023 08h57 Atualizada há 3 anos atrás
Por: Keila Abreu Fonte: A Tarde
Felipe Oliveira | EC Bahia
Felipe Oliveira | EC Bahia

Os acontecimentos no futebol são tão improváveis, que às vezes parecem que são produzidos por um diretor escondido. Se o Bahia fosse um filme, ninguém apostaria que o personagem polivalente, que perde poucos jogos e está sempre disposto a ajudar a equipe, em qualquer posição, seria considerado desfalque para o elenco em um momento delicado do ano.

Esse é o panorama do Esquadrão com Vítor Jacaré. Após começar o ano como atacante, ele provou que é, de fato, multitarefas e passou a atuar como lateral. Em seguida, com a implementação dos três zagueiros, passou a ser ala direito. Mesmo assim, o jogador atendeu às expectativas e exigências de Renato Paiva.

Titular incontestável, o seu carisma e identificação com o clube o fizeram cair nas graças da torcida tricolor. Escalado entre os onze iniciais em todas as partidas do Brasileirão até aqui, o atleta deve desfalcar o time por cerca de dois meses, após lesão de grau 2 na posterior da coxa.

Sendo um dos homens de confiança do mister, a missão é o substitui-lo. No último jogo contra o Fortaleza, no Castelão, Cicinho foi o escolhido. O lateral, sempre muito contestado, conseguiu ir bem em uma partida, depois de muitas atuações aquém do necessário e outros tantos jogos sem sequer entrar em campo.

Além do veterano, a comissão técnica também vai contar, a partir desta semana, com os serviços de André Dhominique, que esteve com a Seleção Brasileira no Mundial sub-20, no qual a Canarinho terminou eliminada por Israel nas quartas de final. O jovem, cria da base Tricolor, não teve muitas oportunidades com Paiva.

O cenário desenhado, então, é composto por duas chances de ‘explodir’ na temporada de 2023. Cicinho, de 34 anos, já teve suas chances e não convenceu na maioria dos jogos. Já André esteve fora no início do ano por estar no Sul-americano sub-20 e, desta última vez, pela Copa do Mundo. De resto, pouco atuou.

Ter perdido o começo de trabalho de Paiva pode ter dificultado a adaptação ao sistema e exposição às ideias do treinador. Fato é que a última partida pelo Esquadrão foi disputada no dia 22 de março, contra o CRB, em duelo válido pela Copa do Nordeste.

Opostos no páreo

As trajetórias dos dois concorrentes são bastante diferentes. Enquanto o experiente já construiu sua carreira no Brasil e acumula grande experiência na série A, o jovem de apenas 19 anos ainda tem idade para estar nas categorias de base do clube baiano.

Apesar de ser reserva na seleção comandada por Ramon Menezes, André costumava entrar bastante no decorrer dos jogos e, em determinados casos, inclusive saiu jogando como titular. 

No Sul-Americano, ele atuou em todas as partidas com a camisa verde e amarela. Já no Mundial, em quase todos os confrontos. Foram sete duelos no primeiro, onde a equipe foi campeã e ergueu a taça, além de quatro no segundo, após tropeçar nas quartas de final da competição.

Cicinho já esteve bastante às ordens de Renato Paiva neste ano. Foram 15 partidas, com maior incidência no Baiano, onde registrou cinco jogos. O rendimento em campo, porém, não convenceu. Agora, o lateral tem outra chance, com a lacuna que se abre após a lesão de Jacaré.

Ele e Dhominique serão os reforços caseiros do clube, já que a janela de transferências só abre em julho. Até lá, os dois vão ter que suprir a ausência do polivalente jogador. No próximo mercado, é esperado que o Tricolor vá às compras em busca de outro atleta para a posição. O nome de Gilberto, do Benfica, tem circulado com força, mas não deve ser um negócio fácil.

Feminino na corda bamba

A situação do Bahia no Brasileirão Feminino ficou ainda mais delicada. A equipe tricolor sofreu a quinta derrota seguida, dessa vez para o Santos, por 2 a 1, na tarde de ontem. Cristiane marcou os dois gols das Sereias da Vila, e Thayná diminuiu para o Tricolor.

Com o resultado na Arena Barueri, o Bahia já não depende mais apenas das próprias forças para evitar o rebaixamento na Série A1. Faltando apenas uma rodada para o fim, o time abre o Z4, na 13ª posição, com apenas 13 pontos conquistados. A competição tem 16 equipes, e as quatro últimas caem para a segunda divisão.

Desta forma, haverá uma última chance de se salvar. Para escapar do rebaixamento, a equipe tricolor precisará vencer o jogo derradeiro, contra o vice-líder Corinthians. A partida está marcada para a próxima segunda-feira (12), às 15h, em Pituaçu, com promessa de fortes emoções.

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