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Área técnica do TCU é contra rever pisos de Saúde e Educação neste ano

A negativa da área técnica aumenta o impasse para as equipes das pastas

26/09/2023 09h46 Atualizada há 3 anos atrás
Por: Keila Abreu Fonte: Correio 24 horas
 Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou o arquivamento de proposta para que os pisos previstos na Constituição - de aplicação mínima de recursos nas áreas de Saúde e Educação - não sejam considerados em 2023.

A negativa da área técnica aumenta o impasse para as equipes dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) com a volta dos pisos, após o fim do antigo teto de gastos e a sanção do novo arcabouço fiscal.

A nova regra revogou automaticamente o teto criado no governo Michel Temer (MDB), que suspendia a correção dos pisos atrelada à arrecadação do governo.

Como mostrou reportagem do Estadão, para cumprir o piso "cheio" da Saúde o governo teria de aumentar em até R$ 20 bilhões as despesas no Orçamento deste ano. Esse risco, porém, foi ignorado pela equipe econômica no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, divulgado na semana passada.

Na ocasião, o secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, alegou que a decisão de não incluir essas despesas deve-se à incerteza em relação ao valor que será considerado, já que há uma discussão sobre o tema no Congresso Nacional que implicaria um aumento menor desses gastos, da ordem de R$ 5 bilhões.

A representação à Corte foi feita pelo procurador do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado, que alegou risco de "shutdown" (paralisação da máquina administrativa) em 2023 - possibilidade que já havia sido levantada por Simone Tebet. O parecer técnico foi encaminhado ao relator, ministro Augusto Nardes, que pode levar a questão ao plenário.

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