Sabendo que a empresa iria quebrar, os sócios da 123milhas parecem ter retirado R$ 13,5 milhões do caixa da firma e transferido para contas pessoais e de parentes.
Toda essa operação teria acontecido no dia 31 de julho, exatamente três semanas antes de todo o escândalo dos programas de viagem vir à tona.
É isso que uma quebra de sigilo da CPI das Pirâmides Financeiras descobriu durante as investigações, concluindo que os sócios preferiram preservar patrimônio do que tentar salvar a empresa.
Relembrando… A companhia dominou as manchetes depois de anunciar que não conseguiria entregar as passagens compradas pelo pacote “PROMO”, prejudicando mais de 700 mil clientes.
No fim, o relatório pediu o indiciamento dos donos da 123milhas por estelionato, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta, acusando a empresa de atuar como organização criminosa.
Suposta aquisição de fazenda: Uma das “mexidas” que mais chamou a atenção foi a compra de um terreno de R$ 3 milhões de empresa que tem um dos donos da 123milhas entre os sócios.
No momento, a empresa tem um pedido de recuperação judicial em aberto, e os sócios tiveram R$ 900 milhões em bens bloqueados por uma decisão judicial.
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