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Geral Saneamento Básico

Quase metade da população baiana ainda não é atendida por rede de esgoto, aponta IBGE

Dados sobre acesso a rede de esgoto são do Censo 2022 foram divulgados nesta sexta-feira (23)

23/02/2024 21h15
Por: Luana Velloso Fonte: G1/Bahia
Foto: Divulgação/Embasa
Foto: Divulgação/Embasa

O acesso da população baiana aos serviços de saneamento básico apresentou avanços entre 2010 e 2022, conforme revelado pelo Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23). Ainda assim, apenas 52,2% dos cidadãos que residem no estado eram atendidos por rede de esgoto no último ano de análise.

O índice aponta que 47,8% dos moradores, o equivalente a 6,7 milhões de pessoas, não tinham acesso ao esgotamento sanitário por rede geral ou pluvial nem via fossa ligada à rede de esgoto.

O IBGE mostra que a cobertura aumentou em comparação com o ano de 2010, quando apenas 43,1% da população tinha acesso ao esgotamento por rede coletora. Mas esse avanço foi apenas o 16% maior entre os estados, o que fez a Bahia cair quatro posições no ranking desse indicador.

O cenário nacional demonstrou um aumento na proporção de moradores em domicílios conectados à rede de esgoto, subindo de 52,8% para 62,5%, atendendo a 126,3 milhões de pessoas. A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) informou que, ao longo de 12 anos, realizou mais de um milhão de ligações de esgoto, dobrando o número de imóveis conectados à rede. O planejamento da empresa inclui um investimento de quase R$ 3 bilhões em saneamento em todo o estado até 2029.

Além da rede de esgoto, o saneamento básico abrange abastecimento por rede de água e coleta de lixo. Quanto ao abastecimento de água, a Bahia apresentou um aumento de 79,2% da população em 2010 para 86,7% em 2022. Para aqueles sem ligação com a rede, fontes alternativas incluem poços profundos ou artesianos (4,4%), carro-pipa (2,0%), fontes naturais (1,7%), corpos d'água (1,3%), e poços rasos ou cacimbas (1,3%).

O quesito lixo revelou que, em 2022, 82,7% da população baiana, correspondendo a 11,7 milhões de pessoas, tinha o lixo coletado direta ou indiretamente. Esse indicador teve o sétimo menor avanço entre as unidades da Federação, aumentando em 8,4 pontos percentuais. Em relação às residências sem banheiro ou sanitário, houve uma significativa redução de 8,6% para 1,3% entre 2010 e 2022, embora a Bahia ainda mantenha o segundo maior número absoluto de pessoas nessa condição, com 182.478 habitantes, ficando atrás apenas do Maranhão, com 257.148 pessoas nessas circunstâncias.

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