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Geral Bahia

Caso Hyara Flor: Polícia Civil da Bahia analisa laudos de perícias complementares do DPT

Adolescente foi morta com tiro no pescoço, em julho do ano passado, aos 14 anos

10/03/2024 09h35 Atualizada há 2 anos atrás
Por: Luana Velloso
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil da Bahia está revisando laudos relacionados a perícias complementares conduzidas pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) no caso do inquérito de investigação da trágica morte de Hyara Flor Santos Alves, uma adolescente de 14 anos. Hyara não resistiu após ser atingida por um disparo no pescoço em julho do ano passado.

Na mesma época, o esposo de Hyara, também um adolescente de 14 anos, foi inicialmente apreendido sob a suspeita de ter atirado contra ela. O jovem foi encontrado na residência de parentes no Espírito Santo e foi liberado em agosto, após a conclusão do inquérito pela polícia baiana, que alegou que o tiro à queima-roupa foi acidental, efetuado por um cunhado de Hyara Flor, uma criança de 9 anos.

Essa narrativa foi apresentada pelos familiares do esposo de Hyara, embora a família da adolescente conteste, alegando que o crime foi cometido por vingança. A justificativa seria o suposto envolvimento extraconjugal de um tio de Hyara Flor com a sogra da garota.

Neste sábado (10), a Polícia Civil informou que solicitou à Justiça uma medida cautelar de internação para o esposo de Hyara Flor, visando à conclusão desta nova investigação e preocupada com a integridade física do adolescente, segundo informações do G1/Bahia. Detalhes adicionais não serão divulgados pela polícia, visando não prejudicar o andamento desta nova apuração.

Em novembro do ano passado, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) iniciou um procedimento para acompanhar as investigações da Polícia Civil relacionadas à morte de Hyara Flor.

Pontos-chave da investigação revelados pela polícia incluem detalhes sobre a aquisição da arma, as características físicas do adolescente, a proximidade do disparo, a falta de indícios de violência doméstica nos laudos necroscópicos, testemunhos sobre a harmonia na relação do casal, e a rejeição de evidências que corroborassem a versão de vingança por traição.


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