Em uma competição de pontos corridos como o Brasileirão, em que 38 partidas são disputadas por cada equipe, espera-se que os duelos com o caráter de decisão ocorram na proximidade do desfecho. E sobretudo para aqueles que brigam por vaga nos torneios continentais, para levantar a taça ou não cair. Mas no caso de Vitória e Cuiabá, hoje, na Arena Pantanal, em confronto atrasado da segunda rodada, a situação é diferente.
Trata-se do jogo dos desesperados. Os dois times ainda não venceram na competição e ocupam a vice-lanterna e a lanterna do campeonato. O Leão empatou uma de seis e o Cuiabá sequer marcou gols ou pontuou. Com o primeiro turno avançando para a sua metade, a urgência de vencer faz o jogo ter uma atmosfera diferente.
Para o Rubro-Negro, um triunfo, fora de casa, pode amenizar a crise que se instalou interna e externamente no clube. A diretoria e os jogadores foram vaiados e ouviram fortes protestos da torcida durante a derrota para o Atlético Goianiense, no Barradão, no sábado passado.
Para além dos resultados das quatro linhas, o clube vive um momento interno muito delicado como há muitos anos não se observada. E esse diagnóstico parte, inclusive, do retrospecto do Vitória de fases complicadas, de ambiente ruim, até a ascensão na campanha da Série C, em 2022.
Informações internas dão conta de problemas internos no elenco, com divisões entre jogadores remanescentes da Série B e novos contratados, foram aprofundadas após a saída do técnico Léo Condé e, logo depois, do capitão Zeca, uma das referências de liderança da equipe. Expulsões sucessivas vêm ocorrendo. Nos últimos quatro jogos, o time teve quatro atletas expulsos: Wagner (jogo contra o São Paulo), Camutanga (duelo com o Vasco) e Patric Calmon e Dudu (na partida contra o Atlético Goianiense).
Desfalques e mudanças
Por conta disso, o técnico Thiago Carpini tem lidado com desfalques constantes na equipe, fora a lista extensa de jogadores no departamento médico do clube. Atualmente, os atacantes Everaldo, Mateus Gonçalves e Léo Gamalho, o zagueiro Bruno Uvini, os laterais Raul Cáceres e Patric Calmon (PK) e o volante Rodrigo Andrade estão em tratamento de lesão. Com a ausência de diversas peças, o comandante rubro-negro deve promover alterações no time titular.
Sem contar com a dupla de volantes titulares Rodrigo Andrade e Dudu (suspenso), o treinador deve começar o jogo com Willian Oliveira e Léo Naldi em uma formação inédita na temporada. Por outro lado, o beque Camutanga, que ficou de fora contra o Atlético Goianiense por suspensão, volta ao lado de Wagner Leonardo na zaga. A dupla possui os melhores indicadores do sistema defensivo , considerando os jogos em que atuaram juntos. Outra mudança deve ser a entrada de Lucas Esteves na lateral-esquerda, dado que PK foi expulso e se lesionou no jogo mais recente do Vitória.
No ataque, a formação que entrou em campo para enfrentar o Dragão deve se repetir, com Daniel Jr. e Matheuzinho na criação e Janderson e Alerrandro no comando ofensivo. Mas surpresas podem ocorrer, uma vez que Pablo Baianinho e Fábio Soares, jogadores da base, meia e ponta respectivamente, viajaram com o grupo e podem pintar na equipe desde o inicio do jogo ou durante o segundo tempo, afinal, na crise e no desespero, mudanças mais significativas podem ser necessárias.
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