É da Bahia! É de Isaquias Queiroz! O baiano de Ubaitaba conquistou a medalha de prata na final da canoagem velocidade, categoria C1M1000, e se tornou o 2° brasileiro com mais medalhas olímpicas da história. O canoísta ultrapassou a linha de chegada com um tempo de 3:44.33, atrás apenas do trecho Fuksa, que foi ouro com 4:43.40.
Martin Fuksa, da República Tcheca, levou o ouro com a melhor marca olímpica da categoria: 3m43s16 - o tempo do brasileiro foi de 3m44s33. Serghei Tarnovschi, da Moldávia, completou o pódio, em terceiro (3m44s68).
O baiano teve que arrancar na final para conseguir a medalha. Na maior parte da prova, ele ficou oscilando entre a quarta e a quinta posições, mas conseguiu se superar e garantiu a prata.
Na semifinal, ele ficou na segunda colocação, superando o desempenho ruim da quinta-feira (8), quando disputou em dupla com Jacky Godmann.
O canoísta tinha saído frustrado do Estádio Náutico de Vaires-sur-Marne nesta quinta-feira (8), após ficar na última posição na final da prova de C2 500m.
Isaquias chegou para sua terceira participação olímpica com quatro medalhas no currículo: ouro no C1 1000m em Tóquio 2020, prata no C1 1000m e C2 1000m, e bronze no C1 200m na Rio 2016. Com a medalha de hoje, Isaquias se igual aos gigantes Robert Scheidt e Torben Grael, da vela, com cinco medalhas olímpicas. A ginasta Rebeca Andrade saiu de Paris com um total de seis medalhas conquistadas nas duas últimas edições olímpicas, um recorde do Brasil.
"É uma sensação de alívio, muita felicidade. Não foi um ano fácil para mim. Essa medalha, para mim, é como se eu tivesse sido campeão olímpico. É um peso que tiro das minhas costas. Muita gente não acreditou em mim, pelos meus resultados nesse ano. Eu estava bem atrás. Lembrei que o Sebastian (filho) pediu o ouro. O ouro não deu, mas fico feliz de subir no pódio e entregar essa medalha para ele, que faz aniversário em agosto, e para toda a minha família. Chegar aqui e ser prata, ser porta-bandeira do Brasil, representar minha Bahia, meu Brasil, obrigado por todo mundo que acreditou em mim. Eu saí de uma modalidade pequena, e hoje o Brasil inteiro sabe do tamanho da canoagem", disse.
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