Em continuidade ao calendário de greve, os professores da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) realizam nesta quarta-feira (09), em Salvador, uma manifestação por recomposição salarial e contra a precarização da carreira. No mesmo dia, acontece a próxima reunião do movimento docente com o governo estadual.
O primeiro ato será uma 'aula pública', na Praça da Piedade, a partir das 9h. Com o tema “A Função Social da Uneb", o objetivo do encontro é debater com a comunidade a importância da universidade no desenvolvimento do Estado e a precarização da carreira docente no ensino público superior da Bahia.
No período da tarde, às 14h, enquanto acontece a reunião com o governo, será realizado um ato simbólico em frente à Secretaria de Educação (Sec), no Centro Administrativo da Bahia - Cab.
Negociações
De acordo com a Associação dos Docentes da UNEB (Aduneb), foi apresentado ao governo, em reunião na última quarta-feira (02), a contraproposta de recomposição salarial; a indicação de que um Projeto de Lei referente às vagas para as promoções docentes fosse publicado ainda este ano, com a efetivação dessas vagas até o dia 1º de fevereiro de 2025; a necessidade do Executivo apresentar Projeto de Lei que resolva o impasse dos adicionais de insalubridade contingenciados e não concedidos; e a garantia de um programa que solucione a questão do transporte para os docentes itinerantes.
Durante a última reunião, o governo rejeitou a contraproposta de recomposição salarial dos docentes da Uneb e reafirmou a proposta anterior, a qual consiste em um reajuste dividido em quatro parcelas, entre os anos de 2025 e 2026, que representará um ganho acumulado de 13,83%. Os pagamentos serão 4,7% em janeiro de 2025, 2% em julho do mesmo ano e 4,5% em janeiro de 2026 e 2% em julho de 2026.
O Executivo aceitou debater as promoções, a partir de uma projeção para 2024 e 2025 e, assim, construir um regramento de previsibilidade. A discussão fará parte da pauta da reunião na próxima terça-feira (15).
No que se refere ao adicional de insalubridade, o governo teria pontuado que estão em estudos, na Procuradoria Geral do Estado (PGE), propostas de regulamentação do adicional, de modo a atender as especificidades do serviço público estadual, segundo a Aduneb. Sobre o programa de mobilidade/itinerância docente, os gestores afirmaram estarem cientes sobre a elaboração de um programa de itinerância, que está sendo construído pela Reitoria da Uneb e, portanto, sendo debatido como pauta interna da universidade.
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