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Política em Foco Fraude no INSS

“Não há nada contra irmão de Lula até o momento”, diz Dirceu

José Dirceu diz não acreditar no envolvimento de Frei Chico, irmão de Lula, no esquema de fraude ao INSS investigado pela Polícia Federal

14/05/2025 19h44
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Metrópoles
Reprodução/ PT.ORG
Reprodução/ PT.ORG

Ex-ministro da Casa Civil de Lula entre 2003 e 2005, José Dirceu afirmou que não existem indícios de envolvimento de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, no esquema de fraudes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Irmão de Lula e conhecido como Frei Chico, Frei Chico é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do Brasil (Sindnapi), uma das 12 entidades apontadas pela Polícia Federal (PF) pelos descontos indevidos nos benefícios de seus filiados.

Em entrevista concedida à coluna no Boletim Metrópoles, Dirceu disse que é amigo do irmão do presidente, mas que ainda não conversou com ele sobre o INSS: “Não conversei com o Frei Chico, apesar de ser amigo dele. Pelo que eu tenho lido e acompanhado pela imprensa — já que não tenho acesso aos inquéritos —, não há nada contra ele até o momento”, disse Dirceu.

José Dirceu afirmou ainda que, caso o envolvimento do Sindnapi nas fraudes seja comprovado, a entidade terá que responder legalmente. “O sindicato dele, evidentemente, vai ter que responder, se houver. Mas não creio, conhecendo o Frei Chico, que ele tenha participado disso. Não creio”, disse.

Na semana passada, o INSS informou ter excluído o Sindnapi — uma das três entidades que mais arrecadaram dinheiro com os descontos indevidos — da lista de associações que serão alvos de processos administrativos de responsabilização.

Em nota enviada ao Metrópoles, o INSS afirmou que “foram incluídas associações que constaram na operação como pagadoras de propina a agentes do INSS, bem como aquelas tidas como fantasmas e que não tinham condições mínimas para sua existência”.

Ainda segundo o INSS, “a personalidade das pessoas jurídicas dessas empresas foi desconsiderada para se alcançar, também, os sócios e eventuais conglomerados de empresas”. “As investigações continuam para se detectar se outras instituições também se enquadram nos casos previstos na Lei Anticorrupção”, completou o órgão federal.

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