O alvo de um ataque em um bar na cidade de Camaçari, no último sábado (17), conseguiu fugir após ser baleado. O homem não teve a identidade revelada, mas é suspeito de integrar uma facção criminosa que atua na região. Segundo o delegado Antônio Sena, titular da 4ª Delegacia Territorial (DH/Camaçari), o alvo estava saindo do bar quando homens encapuzados entraram no estabelecimento com o intuito de matá-lo.
Mesmo baleado, o homem conseguiu fugir do local e se esconder. Segundo o delegado, ele tem passagens por tráfico de drogas. A identidade dele não foi revelada para não comprometer a investigação. Além dele, outras três pessoas, sendo uma mulher e dois homens, também foram atingidos pelos disparos. Diogo Reis Batista foi atingido e morto no local. Ele era usuário de drogas, de acordo com o titular da 4º DH/Camaçari.
Antônio Sena confirmou que o mandante do crime já foi localizado. "Já identificamos quem determinou o crime, mas não podemos fornecer mais detalhes para não prejudicar a investigação e a identificação dos autores", disse o delegado em entrevista ao CORREIO. "O alvo é um dos sobreviventes, que conseguiu sair da casa antes dos indivíduos entrarem. Ele conseguiu correr e foi alvejado, mas não de forma local", completa Antônio Sena.
O crime ocorreu na Rua Guarani, no bairro do Phoc III. A região é palco de disputas por pontos de tráfico de drogas, e a polícia apura a relação do ataque com as organizações que atuam na localidade. Na quarta-feira da semana passada (14), o traficante Bruno Teixeira da Silva, conhecido como Bruno Cabeça, foi preso em uma cobertura de luxo em São Paulo. Ele é apontado como líder da facção Km Linha Verde (KLV), que participa das brigas por territórios em Camaçari.
Inicialmente, a Polícia Civil informou, através de nota, que Diogo Reis Batista seria o alvo principal do ataque. Ele morreu no local, vítima de disparos de arma de fogo. O delegado que investiga o caso negou que ele fosse o motivo do ataque, na tarde desta segunda-feira (19). Segundo Antônio Sena, Diogo era usuário de drogas, mas não há indícios que comprovem sua relação com o tráfico.
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