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Camaçari É do Povo

Vereador denuncia: “População de Camaçari caiu em um golpe eleitoral” sobre transporte gratuito

Segundo Jackson Josué (UB), o camaçariense pagará entre R$ 5,00 e R$ 7,00 para se deslocar na sede ou no litoral da cidade

28/05/2025 11h15 Atualizada há 1 ano atrás
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Keila Abreu / Mais Região
Keila Abreu / Mais Região

O transporte coletivo de Camaçari tem sido pauta nas ruas, escolas, no comércio e também na Câmara de Vereadores. Sobre esse assunto, o vereador Jackson Josué (UB) esclareceu, durante o programa "É do Povo", desta quarta-feira (28), que “não vai haver transporte público” gratuito circulando na cidade.

Jackson pontuou que, por falta de planejamento por parte da gestão Luiz Caetano (PT), o empréstimo obtido através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II) terá que ser pago, mesmo sem os veículos elétricos, com ar-condicionado e toda a tecnologia prometida durante a campanha de 2024, que não circularão.

“O prefeito prometeu. Agora, tenha certeza de que não existe transporte 0800, não existem ônibus elétricos, até mesmo porque esse empréstimo, que nós temos que pagar e cujo prazo foi perdido, era do PAC: R$ 96 milhões para a compra dos ônibus elétricos.”

O edil destacou ainda que não chegou a ser apresentado sequer um projeto de infraestrutura mínima, como pontos de recarga para esses veículos de grande porte. No entanto, para que a população não fique sem locomoção, os vereadores aprovaram, em fevereiro, por unanimidade, a Lei nº 1.933/2025, já sancionada pelo prefeito Caetano, que garante a verba no valor de R$ 40,726 milhões para subsidiar o transporte coletivo. Contudo, a população terá que pagar passagens entre R$ 5,00 e R$ 7,00 para se deslocar dentro do município.

Jackson comentou ainda que esse valor será pago mensalmente à empresa Atlântico, vencedora da licitação, com um aporte mensal de R$ 13 milhões, que poderiam ser investidos em áreas sensíveis, como a saúde municipal, que tem enfrentado a falta de medicamentos de uso contínuo nas farmácias das unidades básicas de saúde.

“A população de Camaçari caiu em um golpe eleitoral. Serão cerca de R$ 13 milhões que o município vai ter que pagar para a empresa, tendo ou não passageiros, e esse dinheiro poderia ser investido na saúde, na compra de medicamentos. Camaçari está faltando dipirona”, pontuou o vereador.

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