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Política em Foco Justiça

Paulo Cupertino é condenado a 98 anos de prisão pelo assassinato do ator Rafael Miguel e dos pais dele

Júri reconheceu triplo homicídio com qualificadoras; dois corréus são absolvidos

31/05/2025 15h32
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Após dois dias de julgamento, Paulo Cupertino foi condenado a 98 anos de reclusão em regime fechado pela morte a tiros do ator Rafael Miguel e dos pais dele, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Silva Miguel, ocorrida em 2019. A decisão unânime do júri popular reconheceu o crime como triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. Dois corréus foram absolvidos.

A sentença foi proferida pelo juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 1ª Vara do Júri da Capital, no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. O réu não estava presente no momento da leitura da decisão. Segundo o magistrado, o crime ocorreu na frente da filha de Cupertino e foi agravado pela fuga do acusado do local.

O gerente do julgamento destacou que a condenação foi baseada em provas robustas e que todas as alegações da defesa, incluindo pedidos de nulidade processual, foram rejeitadas. Paulo Cupertino negou a autoria do crime no interrogatório, alegando desconhecer as vítimas e afirmando que as imagens que o ligam ao crime seriam falsas.

De acordo com o Ministério Público, Cupertino assassinou Rafael Miguel, que na época tinha 22 anos, e seus pais com 13 tiros por não aceitar o relacionamento do ator com sua filha Isabela Tibcherani, então com 18 anos. O crime foi gravado por câmeras de segurança que mostraram o assassinato e a fuga do empresário, que permaneceu foragido por quase três anos até ser preso em 2022.

Durante o julgamento, testemunhas, incluindo a filha e a ex-esposa de Cupertino, afirmaram que ele foi o autor dos disparos. A defesa contestou a acusação, argumentando ausência de testemunha ocular e pericial definitiva, além de justificar a fuga do réu por medo de linchamento midiático.

O promotor Rogério Zagalo destacou a gravidade do caso e ressaltou a importância da pena aplicada como resposta à perda de três vidas da mesma família.

Paulo Cupertino segue preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na Grande São Paulo.

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