De acordo com o comandante do 12° Batalhão da Polícia Militar (12º BPM), tenente coronel Roberto Castro, o sucesso na segurança da festa se deu ao preparo da corporação. “Todo o nosso policiamento antecede de planejamento. Nesse planejamento são analisadas as atrações, são feitas reuniões com as outras secretarias, com os outros órgãos, tanto de segurança pública como de serviços públicos. E a gente planeja o nosso efetivo de acordo com essas reuniões que são feitas”, explicou.
Ainda segundo o comandante, apesar do grande número de foliões na festa, o evento não teve situações graves e ressaltou a importância do uso da tecnologia a serviço do policiamento. “Contamos com cerca de 200 a 230 policiais por dia de serviço. O grande ponto a ser elencado é que não houve nenhuma ocorrência grave no circuito. Nenhum crime contra a vida. Efetuamos algumas prisões por desacato, por tráfico de drogas, por mandado de segurança em aberto. Isso aí já comprova também a eficácia das câmeras de monitoramento”, relatou.
Entre as novidades deste ano, destacaram-se a atuação do Observatório de Igualdade Racial e da Coordenação de Direitos Humanos, que estiveram presentes durante todos os dias da festa. As equipes monitoraram possíveis casos de discriminação, atuaram na orientação da população e garantiram apoio imediato em situações de vulnerabilidade social ou violação de direitos. À frente da Coordenação de Direitos Humanos, o coordenador Marlon Tolentino explicou o trabalho.
“Na primeira vez na história do Camaforró, nós temos um Plantão Direitos Humanos. É importante ressaltar isso. É uma ideia vinda do Governo do Estado de ter o Plantão Integrado de Direitos Humanos. E hoje, nesses quatro dias de Camaforró, nossa construção está sendo, junto com o debate da questão racial, LGBT e, também, a prevenção sobre algumas questões específicas de ocorrências policiais. Além disso, a gente está aqui no Observatório de Igualdade Racial fazendo coleta de dados, entrevistas, para levar isso em outros espaços, outros ambientes, para a gente conseguir ter uma estrutura de política pública efetiva a partir dos dados coletados”, falou.
Quem também estreou no Camaforró, com estrutura para atendimento, foi a Delegacia da Mulher (Deam), administrada pela delegada Maria Tereza. “Quatro dias de festa e só tivemos um flagrante. Então, eu digo com certeza que realmente o Camaforró brilhou e está brilhando”, comentou.
A delegada da 18ª DT, Danielle Monteiro falou sobre as poucas ocorrências durante os dias do festejo. “Na verdade, a gente teve um Camaforró muito ordeiro, muito tranquilo, poucas ocorrências, a maioria das ocorrências foram pequenos furtos, furtos de aparelhos celulares”, explicou.
Com uma programação marcada por grandes atrações musicais e um público animado, o Camaforró 2025 se consolidou mais uma vez como uma das maiores festas juninas da Bahia, agora com um olhar ainda mais atento à cidadania, à inclusão e aos direitos do ser humano.
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