Durante o mês de julho, a Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESA), realiza a campanha Julho Amarelo, intensificando as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais no município. A abertura oficial da campanha acontece na quinta-feira (10), com atividades integradas em todas as Unidades de Saúde da Família (USFs).
A campanha tem como objetivo promover a educação em saúde e ampliar o acesso à testagem e à vacinação contra a hepatite B, além de conscientizar a população sobre os riscos e formas de prevenção das hepatites virais. Ao longo do mês, serão realizadas ações nas unidades básicas de saúde, no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e Serviços de Atendimento Especializado (SAE) e em outros espaços de atendimento à saúde, com distribuição de materiais informativos, testagens rápidas e aplicação de vacinas. Um painel educativo também será instalado na recepção da SESA.
A campanha conta com a integração das superintendências de Vigilância à Saúde, Atenção Básica e Atenção Especializada. Uma ação especial será promovida na Superintendência de Serviços Públicos (SESP), voltada para os agentes de limpeza urbana, profissionais expostos a riscos ocupacionais, especialmente com materiais perfurocortantes.
As hepatites virais estão entre as infecções sexualmente transmissíveis de maior impacto para a saúde pública. A campanha Julho Amarelo tem papel fundamental na ampliação do conhecimento da população sobre essas doenças, reforçando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
No Brasil, os tipos mais comuns são as hepatites A, B, C, existem ainda a hepatite D e E. A hepatite A está relacionada a condições de saneamento básico e higiene pessoal. Embora geralmente seja uma infecção leve e autolimitada, pode ser mais grave em adultos. A vacina está disponível gratuitamente para crianças de 15 meses até 5 anos incompletos.
A hepatite B é uma infecção crônica que não tem cura, mas possui tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A transmissão pode ocorrer por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas e seringas, uso de materiais não esterilizados, além da transmissão vertical, da mãe para o filho. A melhor forma de prevenção é a vacinação, disponível gratuitamente para todas as faixas etárias não vacinadas.
Já a hepatite C, que também pode ser transmitida pelo sangue contaminado, não possui vacina, mas tem tratamento eficaz e gratuito oferecido pelo SUS. A infecção pode ocorrer por transfusões de sangue, uso de drogas injetáveis, hemodiálise, transplantes, além de transmissão vertical e sexual.
A hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus D (VHD). Mas esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa.
Já a hepatite do tipo E é uma doença infecciosa viral causada pelo vírus VHE, mas possui ocorrência rara no Brasil, sendo mais comum na Ásia e na África.
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