Na manhã desta quarta-feira (9), o ex-prefeito de Camaçari e pré-candidato a deputado estadual, Antônio Elinaldo Araújo (União Brasil), participou do programa Bahia No Ar, na rádio Sucesso FM (93.1). Durante a entrevista, Elinaldo falou abertamente sobre o rompimento político com o ex-vereador Flávio Matos (UB), que foi candidato à prefeitura nas eleições de 2024.
Segundo Elinaldo, o afastamento teve início logo após a derrota nas urnas. Ele relatou que, apesar de ter articulado toda a trajetória política de Flávio – desde a liderança do governo na Câmara até sua candidatura a prefeito – o ex-aliado passou a ouvir conselhos de terceiros. “Quando acabou a eleição, eu chamei Flávio e disse a ele pra tomar cuidado com os cientistas políticos e com os palpiteiros”, afirmou o ex-prefeito, ressaltando que alertava o então candidato sobre o risco de influências externas.
O ex-prefeito relatou que procurou manter a relação política e pessoal com Flávio mesmo após a eleição. No entanto, atitudes como a ausência de agradecimentos públicos e a produção de um outdoor excluindo sua imagem começaram a gerar desconforto. “Ele fez o vídeo, agradeceu a todo mundo e não me agradeceu. Eu preferi acreditar que esqueceu, que não foi maldade”, disse.
Outro ponto de atrito, segundo Elinaldo, ocorreu durante uma visita à casa de Flávio, quando ouviu críticas vindas da própria família do ex-aliado. “A irmã dele veio com a bocona dizer que tinha perdido a eleição por causa de mim. Eu respirei, não reagi”, revelou. O ex-prefeito disse que decidiu manter a calma, mas passou a perceber um afastamento crescente.
Elinaldo também refutou insinuações de que não havia acordo sobre os rumos políticos após a eleição. “Ele fala que não foi combinado. Foi combinado, ele sabia sim. Todos vocês aqui sabiam que, se Flávio vencesse a eleição, eu não tinha interesse em ser candidato a nada”, destacou. Segundo ele, o plano era coordenar a campanha de ACM Neto ao governo estadual.
Apesar do rompimento, Elinaldo afirmou que ainda tem apreço por Flávio e que está disposto a apoiá-lo, caso ele comprove viabilidade política. “Essa questão não é o Flávio que eu conheci, que eu tive relação. Se ele demonstrar para a gente que essa candidatura dele tem viabilidade, ele conte comigo e com o grupo”, concluiu.
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