Um treino de força terminou em grave acidente para o estudante de Educação Física Luis Pasetti, de 23 anos, que quebrou as duas pernas e deslocou o pé direito durante um exercício de agachamento com 140 quilos, em uma academia de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso aconteceu no dia 20 de junho e foi registrado em vídeo.
Luis utilizava o equipamento conhecido como Smith, que possui uma barra guiada por trilhos e oferece maior estabilidade para exercícios como o agachamento. Ao final da série, ele tentou travar a barra, mas não conseguiu. Ao relaxar o corpo, acabou sendo pressionado pelo peso.
“Meu erro foi não ter aceitado ajuda. Meu amigo estava comigo e se ofereceu, mas preferi fazer sozinho, como sempre”, relatou.
O impacto causou fraturas nas duas tíbias e fíbulas, além do deslocamento do pé direito. O próprio amigo prestou os primeiros socorros e chamou ajuda. O estudante foi operado nas duas pernas e segue em recuperação, ainda sem poder apoiar os pés no chão. A previsão é que volte a andar com o auxílio de muletas nas próximas semanas.
“Foi uma dor absurda. Mas o atendimento na hora e depois foi muito bom, tanto pelos profissionais quanto pelos responsáveis da academia”, contou.
Luis gravava o treino para acompanhar a evolução do movimento. As imagens mostram o momento em que ele não consegue travar o aparelho e é subitamente empurrado para o chão pela carga.
Apesar da gravidade, o jovem não culpa a estrutura da academia nem o equipamento.
“Não foi falha da máquina. Acredito que foi um acidente que poderia acontecer com qualquer pessoa. Estava cansado, talvez isso tenha afetado minha tentativa de travar a barra”, avaliou.
A educadora física Márcia Bispo alerta para os riscos de exercícios com carga elevada e reforça a importância do acompanhamento profissional.
“O corpo é uma máquina potente, mas tem seus limites. O ideal é aumentar o peso de forma progressiva e respeitar os sinais do corpo. Cansaço e postura incorreta são fatores que elevam o risco de lesões”, pontua.
Segundo ela, aparelhos como o Smith exigem atenção redobrada, especialmente para quem realiza o exercício sem supervisão direta.
“Treinar é importante, mas preservar a saúde precisa vir em primeiro lugar”, conclui.
Em casa e com quadro estável, Luis se diz grato por não ter sofrido sequelas mais graves e reforça o alerta:
“Acidentes podem acontecer em qualquer lugar. O essencial é estarmos atentos, buscar ajuda e respeitar os nossos limites.”
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