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Greve de médicos atinge cinco hospitais da rede estadual na Bahia a partir do dia 31

A decisão foi tomada em assembleia do sindicato realizada na última quinta-feira (24)

29/07/2025 11h32
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Divulgação/Sesab
Divulgação/Sesab

O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed‑BA) confirmou uma paralisação nos atendimentos clínicos e cirúrgicos eletivos em cinco hospitais estaduais a partir de 0h de quinta‑feira (31). 

A decisão foi tomada em assembleia do sindicato realizada na noite da última quinta-feira (24) e anunciada oficialmente em meados do sábado (26).

A paralisação decorre de uma proposta do governo estadual que prevê a substituição dos atuais contratos sob o regime CLT por contratos na modalidade pessoa jurídica (PJ). Com isso, cerca de 529 médicos contratados pelo INTS em regime CLT perderiam seus vínculos até o final do contrato com o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), previsto para 31 de julho .

Em assembleia, os médicos votaram, por unanimidade, pela restrição de atendimentos de fichas verdes e azuis (não urgentes e eletivos), assim como de procedimentos eletivos, como forma de pressionar o governo e manifestar insatisfação com o modelo de contratação proposto.

Unidades afetadas

A greve atingirá cinco unidades de saúde de alta complexidade:

  • Hospital Geral do Estado (HGE)

  • Hospital Geral Roberto Santos (HGRS)

  • Instituto de Perinatologia da Bahia (IPERBA)

  • Maternidade Albert Sabin (MAS)

  • Maternidade Tsylla Balbino (MTB)

Esses hospitais realizam mais de 82 mil atendimentos por ano e recebem pacientes de toda a Bahia; o HGRS é considerado o maior hospital público da região Norte‑Nordeste do Brasil.

Posicionamentos

Em nota, o Sindimed‑BA afirma que os profissionais estão “frustrados” com a falta de acordo nas negociações com o governo do Estado e que a decisão de greve seguiu os trâmites legais de comunicação com antecedência.

Por sua vez, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) assegura que a medida é parte de um processo de transição planejado para fortalecer a gestão pública. Segundo a pasta, o término do contrato com o INTS será escalonado e não causará prejuízo à assistência nas unidades, além de ter comunicado as alterações previamente aos hospitais.

Até o momento, a Sesab não retornou ao solicitar comentário sobre o anúncio oficial da greve mais recente; o espaço permanece aberto.

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