Sexta, 03 de Julho de 2026 17:08
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,17 -0,69%
Euro R$ 5,91 -0,67%
Bitcoin R$ 340.579,34 ++1,12%
Bovespa 174.270,38 pontos +0.86%
Política em Foco Brasília

Deputato quer criar a “Lei Clezão-Silveira” a Magnitsky brasileira

Proposta prevê sanções a agentes ligados a organizações criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro ou crimes hediondos

04/08/2025 13h54
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Metrópoles
Mário Agra/Câmara dos Deputados
Mário Agra/Câmara dos Deputados

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) protocolou, nesse domingo (3/8), um projeto de lei inspirado na legislação norte-americana que sancionou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes — a Lei Magnitsky.

Batizada de “Lei Clezão-Silveira”, a proposta busca, segundo o deputado, instituir no Brasil um regime de sanções administrativas contra indivíduos ou empresas, nacionais ou estrangeiras, envolvidos em crimes graves como corrupção, tortura, abuso de autoridade e violações de direitos humanos.

“É hora de o Brasil adotar um modelo firme de responsabilização. Nossa soberania e a proteção dos direitos fundamentais exigem uma resposta dura e eficaz contra quem corrompe e viola a lei”, afirma o deputado.

O projeto da “Magnitsky brasileira” propõe uma série de punições com o objetivo de “impedir que violadores da ordem jurídica nacional usufruam de recursos, benefícios ou estruturas do Estado brasileiro”.

Os alvos são agentes ligados a organizações criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro ou crimes hediondos.

Entre as medidas previstas, estão:

  • o congelamento de ativos no Brasil;
  • a proibição de abertura de contas e acesso a crédito em instituições financeiras reguladas pelo Banco Central;
  • a suspensão de benefícios fiscais e linhas de crédito público;
  • o cancelamento de vistos, naturalizações e proibição de entrada no país para estrangeiros;
  • restrições de acesso a serviços de telefonia internet, sob regulamentação da ANATEL;
  • bloqueio de registros e funcionamento de empresas ligadas aos sancionados e outros.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.