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Camaçari Irresponsabilidade

Colapso no transporte escolar deixa alunos da rede pública sem aulas em Camaçari

Frota reduzida e veículos sem condições geram caos para estudantes do município e da rede estadual de ensino

06/08/2025 06h48 Atualizada há 11 meses atrás
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Reprodução/ Correio 24h
Reprodução/ Correio 24h

Estudantes da rede pública de Camaçari enfrentaram dificuldades para chegar às aulas nos últimos dias por conta de problemas no transporte escolar. Desde segunda-feira (4), o serviço passou a ser prestado emergencialmente pela empresa Safira, após o término do contrato da antiga responsável, Dzset, em 2 de agosto.

A mudança resultou em frota reduzida, veículos sem janelas, assentos danificados e falta de estrutura para pessoas com deficiência (PcD).

Pais e alunos, especialmente da zona rural, relataram longas esperas nos pontos de ônibus. Em Cajazeiras de Abrantes, por exemplo, estudantes perderam aulas em plena semana de provas. Imagens registradas por moradores mostraram pontos lotados e ônibus parados sem autorização para seguir viagem. Lideranças locais afirmam que, na região de Monte Gordo, o número de veículos caiu de 18 para apenas cinco, provocando superlotação.

As condições precárias também geraram situações de risco. Em um dos casos, um cadeirante precisou ser carregado por colegas para entrar no ônibus devido ao elevador quebrado. Sem espaço adaptado, ele ficou no corredor, sem cinto ou dispositivo de segurança. Outro veículo apresentou falha nos freios e colidiu contra o muro de uma residência, sem deixar feridos.

Até o momento as empresas Safira e Dzset, não se posicionaram sobre o cado. Vídeos e relatos indicam que o problema afetou diversas localidades, como Barra do Jacuípe e parte da sede do município.

O que diz a prefeitura de Camaçari

Em nota, a Secretaria de Educação de Camaçari (Seduc) informou que o serviço de transporte escolar foi restabelecido nesta terça-feira (5). A pasta esclareceu que alguns veículos não operaram na segunda-feira (4) devido a uma questão contratual.

“O contrato vigente foi finalizado no dia 2 de agosto e a secretaria encaminhou um novo termo para a empresa prestadora de serviço. No entanto, a companhia não comunicou em tempo hábil o interesse em dar continuidade à operação do transporte escolar no município, o que comprometeu a prestação do serviço”, justificou.

Quanto ao episódio envolvendo um ônibus do transporte escolar em Cajazeiras de Abrantes, que colidiu com uma residência, a secretaria disse que a empresa responsável pela prestação do serviço assumiu as despesas do ocorrido.

“Ao manobrar o veículo, já sem nenhum estudante dentro do ônibus, o motorista colidiu em um muro de uma residência. A questão está sendo apurada pela empresa. Já nesta terça-feira (5) o ônibus foi substituído e o serviço foi mantido aos alunos da localidade”, finalizou.

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