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Política em Foco Congresso Nacional

Senado aprova em 15min isenção de IR para até 2 mínimos

Após dois dias de obstrução, Senado aprova texto de interesse do governo Lula

07/08/2025 23h02
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Senado aprovou nesta quinta-feira (7) o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda de até dois salários mínimos. A votação durou apenas 15 minutos e ocorreu após dois dias de obstrução da oposição. A medida já estava em vigor por meio de uma Medida Provisória, que perderia validade na próxima segunda-feira (11).

A nova faixa de isenção passa de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80. O projeto foi aprovado em votação simbólica e agora segue para sanção presidencial. A mudança passa a valer para as declarações de 2026, com base nos rendimentos recebidos em 2025.

A sessão foi convocada e conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que, antes de abrir os trabalhos, limitou-se a dizer aos jornalistas: "Vamos trabalhar". Na véspera, ele divulgou nota afirmando que não aceitaria "intimidações nem tentativas de constrangimento à Presidência do Senado".

Segundo Alcolumbre, a Casa continuará apreciando matérias de interesse da população, como a correção da tabela do IR, que beneficia cerca de 10 milhões de brasileiros. A postura foi elogiada por lideranças governistas, que vinham pressionando pela votação da proposta.

Obstrução e protestos no Congresso

A retomada das votações nas duas Casas legislativas ocorre após dois dias de protestos da oposição contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Parlamentares ligados ao ex-presidente ocuparam o plenário da Câmara e do Senado, e chegaram a se acorrentar à mesa diretora da Casa Alta.

Na noite de quarta-feira (6), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também conseguiu abrir a sessão da Casa. Sem votações, o encontro foi encerrado após um discurso em que Motta criticou a paralisação e defendeu a preservação das instituições democráticas. “Não vivemos tempos normais, não podemos negociar nossa democracia”, afirmou.

Durante o protesto, parlamentares bolsonaristas permaneceram em vigília e ocuparam inclusive o auditório Nereu Ramos. A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) chegou a levar a filha de quatro meses ao plenário e se sentou na cadeira da presidência da Câmara, mas deixou o local ao perceber a chegada de Motta.

Nos bastidores, governistas acusaram a oposição de promover "clima de baderna" e tentar transformar o Congresso em palco de confronto político. Já aliados de Bolsonaro afirmam que as ações são legítimas e que continuarão mobilizados até que demandas como o fim do foro privilegiado e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes sejam atendidas.

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