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Conta de luz na Bahia deve subir e reajuste fica acima da média nacional

Autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica o aumento deve ficar em cerca de 6,3%

22/08/2025 11h23
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O bolso do consumidor baiano não tem um minuto de paz. Com o reajuste autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os valores terão aumento de cerca de 6,3%, segundo o boletim InfoTarifa. Com o acionamento da bandeira vermelha, patamar 2, as contas de energia na Bahia terão um adicional de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, em média.

Na Bahia, os reajustes próprios, homologados pela Aneel e repassados ao consumidor pela Coelba, tiveram elevações anuais superiores à média nacional. De 2018 a 2025, a trajetória acumulada é uma das mais altas do país, chegando a incríveis 8% ao ano.

O efeito dessa alta vai ser sentido em lares com alto consumo de energia elétrica, como aqueles que usam ar-condicionado, chuveiro elétrico, eletodomesticos e outros aparelhos de grande demanda. Mesmo que o aumento pareça pequeno no dia a dia, ao longo do mês ele pode representar um acréscimo significativo no orçamento familiar, especialmente em famílias de baixa renda ou em bairros onde o consumo é maior.

Salvador, por ser o principal polo econômico da região metropolitana, e cidades como Camaçari, Simões Filho e Lauro de Freitas, onde há forte presença de indústrias, shopping centers e estabelecimentos de grande porte, devem sentir o impacto de maneira mais significativa, com aumento dos custos de produção e operação. O setor residencial também sofrerá, especialmente em bairros de maior consumo de energia elétrica, devido ao uso intenso de ar-condicionado e chuveiros elétricos.

Outras cidades da região, como Candeias, Mata de São João, São Francisco do Conde e Dias D’Ávila, também vão perceber reflexos nos custos da energia, mas em menor escala, porém, estabelecimentos comerciais e de serviços enfrentam aumento nos custos operacionais devido ao maior consumo de energia, especialmente em horários de pico. Empresas de pequeno e médio porte, com menor margem de lucro, podem ser mais vulneráveis a esses aumentos.

 

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