Uma trabalhadora doméstica de 46 anos foi libertada de condições análogas à escravidão na última quinta-feira (11), em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a mulher começou a morar com a família empregadora ainda aos 10 anos e permaneceu trabalhando sem receber salário. Ela enfrentava condições degradantes, cumprindo jornada exaustiva e estando constantemente à disposição da família.
Além das tarefas domésticas na residência, a mulher produzia alimentos, doces e salgados para uma lanchonete localizada anexa à casa, também de propriedade dos empregadores, além de cuidar do atendimento e da limpeza do estabelecimento.
O resgate foi realizado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), que retirou a trabalhadora da residência. A equipe continua conduzindo os procedimentos necessários para garantir a reparação dos direitos trabalhistas e a reintegração da vítima à sociedade.
A audiência com os empregadores, para definir o pagamento das verbas devidas, foi agendada para a próxima terça-feira (16).
A operação foi coordenada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho e contou com o apoio de uma procuradora do trabalho, uma defensora pública da União, um servidor administrativo do Ministério do Trabalho e dois policiais federais.
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