O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liminar que revoga a prisão preventiva de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, que estava detido desde 22 de julho. A informação é do colunista Fábio Serapião, do Metrópoles.
Oruam é filho de Márcio Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV).
Na decisão, o tribunal afirmou: “Ante o exposto, defiro o pedido liminar para revogar a prisão preventiva do recorrente Mauro Davi dos Santos Nepomuceno até o julgamento definitivo do presente recurso ordinário, determinando sua substituição por medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP, a serem definidas pelo magistrado de primeiro grau”.
Com a medida, Oruam aguarda em liberdade o julgamento final do recurso, ficando sujeito às condições estabelecidas pelo juiz responsável pelo caso.
No último dia 10 de setembro, Oruam divulgou uma carta direcionada a fãs e familiares. No texto, o artista reconhece erros, mas afirma estar sendo alvo de perseguição e tratado de forma desigual pela Justiça.
“Um leão ferido ainda é um leão. Ninguém prende quem tem a mente livre. Sempre visitei meu pai na prisão, me acostumei a ser a visita... E, hoje, quando minha família vem me ver, o que mais quero é ir embora junto com eles”, escreveu.
A operação que resultou na prisão do rapper ocorreu em 21 de julho, quando policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriam mandado de busca e apreensão contra um adolescente em sua casa, no Joá, Zona Oeste do Rio. Durante a ação, o jovem conseguiu fugir após uma viatura ser apedrejada por Oruam e outras pessoas presentes.
Na confusão, o adolescente escapou pela mata com amigos. Um deles, Paulo Ricardo de Paula Silva de Moraes, conhecido como Boca Rica, foi preso em flagrante. Vídeos gravados durante o episódio foram usados pela polícia para embasar o pedido de prisão contra Oruam, que se entregou em 24 de julho.
Se condenado, ele poderá responder por ameaça, dano ao patrimônio público, desacato, resistência e associação ao tráfico, crimes que, somados, podem ultrapassar 18 anos de prisão.
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