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Mata de São João Mata de São João

Depredação de alunos causa prejuízos e desgaste em novo colégio de tempo integral

Em menos de três meses de funcionamento, a unidade estadual de ensino já enfrenta pichação, banheiros destruídos e portões danificados — tudo provocado por estudantes, segundo relatos de colegas e funcionários.

07/10/2025 10h56 Atualizada há 9 meses atrás
Por: Redação Fonte: Mais Região
Divulgação
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O Colégio Estadual de Tempo Integral de Mata de São João iniciou suas atividades no dia 3 de julho deste ano e, em menos de 90 dias, já enfrenta um cenário preocupante: casos de depredação causados por estudantes. O prédio, que foi entregue novo e com estrutura moderna, apresenta sinais visíveis de vandalismo, como paredes pichadas, portões danificados e banheiros em más condições de uso.

O portal Mais Região ouviu alguns alunos transferidos dos antigos colégios Bráulio Sampaio e Getúlio Vargas — desativados pelo Governo do Estado — que hoje estudam na nova unidade. Segundo eles, os problemas começaram poucas semanas após o início das aulas.

“O colégio foi entregue perfeito, mas agora estão sujando as paredes com pichações feitas com canetas e lápis. Está tudo riscado”, contou um dos estudantes, que preferiu não se identificar.

O Mais Região também teve acesso a um vídeo que mostra as condições do banheiro masculino após ações de vandalismo. As imagens revelam papel higiênico espalhado no chão e nas pias, além de objetos entupindo vasos sanitários, o que pode causar acidentes e danos à rede de esgoto.

“Esse banheiro vive sujo. Não é por falta de limpeza, mas por causa dos próprios alunos, que jogam papel e outras coisas no chão. A limpeza existe, mas o povo não cuida”, relatou outro estudante, sob anonimato.
Ainda de acordo com os alunos, a grade de acesso à área esportiva foi arrancada por um grupo e, mesmo após o conserto realizado pela equipe de manutenção, o portão foi novamente depredado e encostado no alambrado.

“A direção da escola tenta organizar, o pessoal da limpeza faz o trabalho, a escola é bem cuidada, mas os próprios alunos acabam destruindo tudo”, comentou outro estudante.

Uma fonte ligada à escola informou que, como o colégio ainda não foi inaugurado oficialmente, a empresa responsável pela construção é acionada para repor equipamentos e realizar a manutenção dos materiais danificados. No entanto, esse “retrabalho” tem se repetido várias vezes, gerando custos e atrasos.

Com mais de trinta salas de aula distribuídas em dois pavilhões, além de auditório e espaços de convivência, o Colégio Estadual de Tempo Integral enfrenta o desafio de manter a estrutura preservada e garantir um ambiente adequado de aprendizado, diante da falta de zelo por parte de alguns alunos.

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