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Eu, empreendedor(a)?

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10/10/2025 11h45
Por: Keila Abreu Fonte: Rodrigo Bispo
Reprodução
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Vivemos em um país em que, a cada dia, o salário parece encolher diante dos compromissos do mês. Para a maioria a renda vem do trabalho assalariado, mas com o salário mínimo de R$ 1.518,00, o trabalhador brasileiro se vê quase sempre entre duas escolhas: recorrer a empréstimos e correr o risco de aumentar ainda mais suas dívidas ou buscar uma renda extra para  complementar o orçamento.

Para quem segue o primeiro caminho, as armadilhas são muitas: as propostas de crédito aparecem a todo momento, embaladas como soluções milagrosas para os problemas financeiros. Mas a verdade é que, na maioria das vezes, representam apenas um peso maior no bolso do trabalhador. Um exemplo é o empréstimo com garantia do FGTS, vendido como algo rápido e fácil: em poucos cliques, o dinheiro está na conta. Mas logo vem a conta: parcelas descontadas diretamente do salário. O que já era pouco, torna-se insuficiente, e assim surge um ciclo perigoso que pode levar à miséria.

Por outro lado, há quem busque alternativas na criatividade e no esforço extra. É o trabalhador que vende empadas no intervalo do serviço, que faz bolo de pote para os colegas, que dirige como motorista de aplicativo nas horas vagas ou que presta pequenos serviços. Esses são os que recorrem ao famoso “bico”, muitas vezes na informalidade, sem perceber que nesse movimento, jáderam o primeiro passo para algo maior.

E é assim que nasce o empreendedor.

Muitos não sabem, mas existe um caminho para transformar essa atividade em um negócio formal, simples e cheio de benefícios: o MEI – Microempreendedor Individual.

Benefícios de ser MEI
CNPJ próprio: permite vender não só para pessoas físicas, mas também para empresas e até para órgãos públicos, muitas vezes sem
precisar passar por licitação.

• Direitos previdenciários: aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e até pensão por morte.

• Emissão de notas fiscais: abre portas para novos clientes e oportunidades.

• Acesso a crédito com melhores condições: com CNPJ, os bancos oferecem linhas específicas e com juros mais baixos.

• Custos reduzidos: a formalização tem uma taxa mensal fixa e acessível.

Como se formalizar
O processo é rápido e pode ser feito de casa: basta acessar o Portal do Empreendedor (gov.br), preencher os dados pessoais, escolher a atividade principal e pronto — em poucos minutos você já terá um CNPJ ativo.

Sim, o cenário é difícil. Sim, o custo de vida pesa cada vez mais. Mas o empreendedorismo é um caminho real para sair do aperto. Ele exige
coragem, planejamento e força de vontade, mas pode transformar a necessidade em oportunidade.

No fim, aquele “bico” pode ser o início de uma jornada de independência financeira e realização pessoal. Porque, apesar de todos os desafios, é
possível olhar para frente e dizer com orgulho: eu, empreendedor(a)!

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Rodrigo Bispo
Sobre Rodrigo Bispo
É formado em Ciências Contábeis especialista em Gestão Contábil e Fiscal, Perito Contador atuante no TJBA e TRT5 e Auditor Contábil. Escreve uma vez por mês.