Uma das vozes históricas da esquerda em Camaçari, Carlos Silveira, pai da ex-candidata a vereadora do PT Ara Brasil, atualmente no Ministério da Saúde do governo Lula, publicou um artigo contundente criticando o primeiro ano do quarto mandato do prefeito Luiz Caetano. O texto foi divulgado no site Camaçari Agora e repercutiu fortemente nos bastidores políticos do município.
No artigo intitulado “Caetano IV – Um balancete do ano 1”, Carlos Silveira afirma que não há entregas significativas à população e sustenta que cresce, nas ruas da cidade, o sentimento de frustração com a atual gestão. Segundo ele, a percepção popular é de que “em 2026 vamos dar o troco”, sinalizando um desgaste político precoce do governo.
As críticas atingem praticamente todas as áreas da administração municipal. Silveira afirma que não existe política ambiental, denuncia agressões à natureza ao longo da orla, ausência de apoio ao esporte e ao lazer, inexistência de política cultural e fragilidade nas ações de assistência social. Ele cita problemas na distribuição de cestas básicas e a não aplicação de recursos federais e estaduais em políticas sociais.
O ex-secretário também critica a ausência de políticas voltadas à juventude, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, população negra e LGBTQIA+, além de relatar falhas em eventos oficiais, como a falta de alimentação para parte dos participantes da festa do Conviver. Na infraestrutura, aponta semáforos quebrados há quase um ano e classifica como “desculpa recorrente” a transferência de responsabilidade para contratos herdados da gestão passada.
Na Saúde e na Educação, Silveira afirma que o governo se limita ao cumprimento dos percentuais constitucionais obrigatórios e denuncia correria no fim do ano para atingir os índices mínimos. Na área da saúde, relata falta de medicamentos, fala em “duplo comando” na pasta e amplia a crítica para toda a gestão, sugerindo conflitos internos no comando do governo.
Por fim, Carlos Silveira afirma que o atual governo se assemelha, em diversos aspectos, à gestão do ex-prefeito Elinaldo, classificando o cenário como uma continuidade administrativa. “Caetano/Ademar/Elinaldo/Caetano. Tudo muito parecido”, escreveu. O texto chama atenção por partir de um fundador do Partido dos Trabalhadores, ampliando o desgaste interno e alimentando o debate político sobre os rumos da gestão municipal.
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